Um frequentador da praia de Ponta Negra denunciou abusos cometidos por uma barraca instalada na orla, após passar o réveillon em uma pousada no final da rua Erivan França, na Zona Sul de Natal. O relato envolve cobrança considerada excessiva pelo uso de estrutura e tentativa de cobrança por consumo que, segundo ele, não foi realizado.
“Eu fiquei surpreendido. Eles cobravam R$ 60 por uma cadeira com guarda-sol. É uma coisa absurda você pagar R$ 60 para utilizar uma mesa com quatro cadeiras e um guarda-sol”, afirmou o denunciante, que pediu para não ter o nome divulgado.
De acordo com o relato, o problema se agravou quando ele e um vizinho de mesa foram cobrados por itens que não teriam sido consumidos. “Tanto eu como um vizinho fomos cobrados por um consumo que nós não fizemos, e isso gerou uma verdadeira preocupação”, disse. Segundo ele, houve discussão no local e comportamento agressivo por parte de um garçom. “Nós fomos agredidos e ameaçados de chamar a polícia, quando na verdade o que a gente consumiu não estava condizente com o que estava sendo cobrado.”
O frequentador afirmou que a situação só foi resolvida após a intervenção do proprietário da barraca. “O dono do barraco veio, conversou comigo e, felizmente, concordou que nós pagássemos o que nós tínhamos consumido de verdade”, relatou. Apesar disso, ele afirma que, mesmo após a solução, o garçom continuou com atitudes inadequadas. “Depois que foi solucionado o problema, ele ficou soltando algumas piadas e ameaçando chamar a polícia para que a gente pudesse pagar um valor indevido.”
Para o denunciante, episódios como esse afetam diretamente a imagem turística da capital potiguar. “Eu sou nativo aqui de Natal, mas esse amigo que estava ao lado já não era. Isso é muito difícil para o turismo de Natal”, destacou. Ele reforçou que decidiu tornar o caso público como forma de alerta sobre possíveis abusos na praia de Ponta Negra, um dos principais cartões-postais da cidade.
Denúncias crescem após caso de repercussão nacional
Relatos de cobranças abusivas e conflitos entre comerciantes e clientes em praias do Nordeste têm ganhado visibilidade nas últimas semanas, especialmente após um caso de repercussão nacional registrado na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco.
Recentemente, um casal de turistas do Mato Grosso denunciou ter sido agredido por comerciantes após se recusar a pagar um valor maior pelo aluguel de cadeiras de praia. Um vídeo publicado nas redes sociais registrou a confusão. Segundo o casal, o preço inicialmente informado foi de R$ 50, mas, posteriormente, o valor teria sido elevado para R$ 80.
De acordo com os turistas, eles chegaram à praia por volta das 10h do sábado (27) e foram informados de que, caso não consumissem alimentos ou bebidas, o aluguel das cadeiras custaria R$ 50. Ainda segundo o relato, após a discordância sobre o novo valor, começaram as agressões. “Ele passou a mão na cadeira, jogou em mim, eu tentei me defender, mas eles me jogaram no chão. Quando me dei conta eram uns dez em cima da gente, batendo na gente”, relatou uma das vítimas.

