A demanda global por viagens aéreas deve dobrar até 2050, segundo o relatório Projeções de Demanda de Longo Prazo, divulgado nesta semana pela Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA). A associação representa mais de 360 companhias aéreas do mundo, responsáveis por cerca de 85% do tráfego aéreo global.
Segundo informações da CNN, o avanço da demanda será desigual em certas regiões do mundo. O relatório aponta que Ásia-Pacífico e África terão crescimentos mais rápidos, enquanto Europa e América do Norte terão crescimentos um pouco mais lentos.
Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Segundo o relatório, o aumento da demanda aérea será desigual ao redor do mundo. Essas diferenças são resultado da demografia, da maturidade dos mercados, do desenvolvimento econômico e do potencial de conectividade.
Em todos os cenários, o crescimento mais rápido será na Ásia-Pacífico, que abriga muitas economias emergentes com grandes populações, seguido pela África, impulsionada pelo forte potencial de crescimento econômico e populacional, e pelo Oriente Médio, que oferece conexões que facilitam voos de longa distância entre Europa, Ásia, África e Oceania.
Porém, em geral, Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte deverão permanecer como os três maiores mercados mundiais em termos de níveis absolutos de passageiros-quilômetros pagos no ano de 2050.

