O delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco, entrou com uma ação judicial contra a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Ele pede indenização de R$ 81 mil por danos à honra após declarações feitas por ela nas redes sociais e em entrevistas.
Segundo o delegado, as falas da influenciadora ultrapassaram o limite do direito à crítica. Além disso, ele sustenta que as acusações atingiram diretamente sua reputação profissional. Por isso, decidiu recorrer à Justiça para reparar os supostos danos.
Godim foi o responsável por conduzir a investigação que resultou na prisão de Deolane. O inquérito apura a atuação de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, além de possíveis fraudes e lavagem de dinheiro. Nesse contexto, a investigação integra a Operação Integration, que mobilizou equipes policiais em diferentes etapas.
Após deixar a prisão, por sua vez, Deolane passou a criticar publicamente a atuação do delegado. Ela o acusou de abuso de autoridade. Além disso, afirmou que ele teria mentido à Justiça durante o andamento do caso. Por fim, classificou sua prisão como criminosa, o que ampliou a repercussão do episódio nas redes sociais.
Diante dessas declarações, o delegado argumenta que houve exposição indevida e danos à sua imagem. Ainda de acordo com a ação, as falas teriam gerado repercussão negativa e questionamentos sobre sua atuação profissional. Assim, ele busca indenização como forma de reparação.

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Relembre o caso
Deolane foi presa no dia 4 de setembro, em Boa Viagem, no Recife. Na ocasião, ela estava com a mãe, Simone.
Inicialmente, ela ficou cinco dias na Colônia Penal Feminina do Recife. Depois, conseguiu habeas corpus e passou a cumprir prisão domiciliar. No entanto, voltou a ser presa no dia 10 de setembro. Isso ocorreu porque descumpriu medidas cautelares.
Em seguida, as autoridades a transferiram para a Colônia Penal Feminina de Buíque. A unidade fica a cerca de 270 quilômetros da capital.
Por fim, a Justiça determinou a soltura no dia 24 de setembro. A decisão partiu do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Além disso, o órgão mandou soltar outros 17 investigados da operação.

