Os serviços postais vão ficar mais caros a partir deste domingo (12), após a aprovação de um reajuste de 4,0510% nas tarifas dos Correios. A medida foi oficializada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10) e atinge envios nacionais e internacionais oferecidos pela empresa.
O percentual aplicado corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPCA) entre janeiro e dezembro de 2025, com desconto do fator de produtividade, conforme previsto em normas vigentes.
A atualização das tarifas foi autorizada pelo Ministério das Comunicações com base na legislação que regula os serviços postais.
O índice definido funciona como limite máximo para o reajuste, podendo ser aplicado de forma linear sobre todos os serviços oferecidos em regime de exclusividade pelos Correios.
Isso significa que o aumento pode atingir diferentes modalidades de envio, tanto dentro do país quanto para o exterior, seguindo a mesma base percentual.
A nova tabela entra em vigor no dia 12 de abril de 2026. A partir dessa data, os valores atualizados passam a ser cobrados em todo o território nacional.
De acordo com a portaria, os Correios deverão disponibilizar em seu site oficial as tarifas reajustadas, além das informações sobre os grupos de países utilizados no cálculo de envios internacionais.
O Ministério das Comunicações informou, em nota, que o reajuste anual obrigatório das tarifas dos serviços de cartas e telegramas dos Correios foi fixado em 4,05%, percentual inferior à inflação registrada no ano passado. A medida não inclui os serviços de encomendas, que seguem regras próprias de precificação.
Segundo a pasta, o reajuste segue a metodologia definida pela Portaria nº 386/2018 do Ministério da Fazenda, que estabelece o cálculo com base na inflação oficial do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com a aplicação de um fator de produtividade. Esse mecanismo tem como objetivo evitar o repasse integral da inflação aos consumidores, incorporando ganhos operacionais da estatal.
O ministério destaca ainda que a atualização anual das tarifas está prevista na legislação postal brasileira.
A crise nos Correios ganhou visibilidade depois de registrar seguidos prejuízos, iniciados em 2022, ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com um rombo de cerca de R$ 800 milhões, piorado em 2024 para R$ 2,591 bilhões estourando a degradação das contas da estatal para impressionantes R$ 6 bilhões em 2025, já na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como consequência, os Correios registraram demissão em massa de mais de 3 mil empregados após o encerramento do PVD (Plano de Demissão Voluntária) de 2026.
O PDV faz parte do Plano de Reestruturação 2025-2027, criado para conter a crise financeira da estatal
Ao todo, cerca de 3,075 funcionários aderiram ao programa, o equivalente a 30,7% da meta inicial estatal.
A empresa esperava alcançar 10 mil desligamentos neste ano, mas o número ficou abaixo da projeção prevista no plano de reestruturação financeira. Com informações de NDMais.

