As chuvas registradas entre a manhã da terça-feira (10) e a manhã desta quarta-feira (11) se concentraram principalmente no Leste Potiguar, enquanto grande parte do interior do Rio Grande do Norte apresentou volumes praticamente nulos. Os dados fazem parte do boletim pluviométrico diário da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN), que analisou informações de 294 estações espalhadas pelo estado.
De acordo com o relatório, Natal foi o município com maior volume de precipitação no período, com 77,9 milímetros registrados no pluviômetro manual da UFRN. Em seguida aparecem Parnamirim, com 55,4 mm, e São Gonçalo do Amarante, que acumulou 39,7 mm. Ainda na capital, uma estação automática marcou 28 mm de chuva em 24 horas, enquanto Pureza registrou 14,6 mm.
Já nas regiões Agreste, Central e Oeste Potiguar, os índices foram baixos ou inexistentes na maioria dos municípios monitorados. No Agreste, apenas Parazinho apresentou um volume discreto de 0,2 mm, enquanto as demais cidades listadas ficaram com 0,0 mm. Situação semelhante foi observada na região Central, onde todas as estações registraram ausência de chuva durante o período analisado.
No Oeste Potiguar, algumas localidades como Antônio Martins, Jucurutu, Olho d’Água do Borges e Triunfo Potiguar tiveram registros pontuais de 0,2 mm, mas a maior parte dos municípios, incluindo Mossoró, Apodi, Pau dos Ferros e Upanema, não apresentou precipitação significativa.
Segundo a EMPARN, o boletim contabilizou 10 estações com ocorrência de chuva, enquanto 105 não registraram precipitação e 179 ficaram sem informação no período avaliado. Ao todo, foram consideradas estações automáticas, manuais e plataformas de coleta de dados espalhadas por todo o estado.
O levantamento evidencia a concentração das chuvas na faixa litorânea e na Região Metropolitana de Natal, cenário que tem provocado alagamentos e transtornos urbanos, enquanto o interior segue com baixos volumes pluviométricos.

