Por Carol Ribeiro
Brisa Bracchi nega de forma categórica qualquer envolvimento no episódio e afirma que a acusação é falsa. Em conversa com o Diário do RN, ela garante que não há provas de que ela estava em Sibaúma no dia em questão, e que os objetos citados não são dela.
“Não há qualquer prova de que eu estivesse em Sibaúma no dia ou no horário mencionados, pelo contrário. Tenho diversas provas documentais e públicas de que eu estava em Natal, cumprindo agenda institucional ao longo de todo o dia. Os objetos citados não me pertencem. Eles pertencem às pessoas que foram vítimas de violência naquele episódio, e não a mim. Inventar provas ou atribuir a terceiros objetos que não lhes pertencem é mais uma tentativa desesperada de sustentar uma narrativa falsa”, afirma a parlamentar.
Segundo a parlamentar, ela possui nota fiscal de abastecimento do veículo registrada no bairro do Tirol, em Natal, às 14h58 do dia 5, além de fotografias que comprovam reunião com o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, na capital. Brisa também exibe à reportagem registros fotográficos com apoiadores em frente à Câmara Municipal poucas horas antes e cita vídeos oficiais que a mostram no exercício do mandato no fim da manhã, quando recebeu a notificação do processo de cassação.
Durante discussão no plenário da Câmara, a vereadora subiu o tom e afirmou que o Boletim de Ocorrência é um crime: “O colega Eliabe é criminoso. O que nosso colega está fazendo é crime, e não é me perseguir, é perseguir minha família, minha mãe! Vossa Excelência vai se ver comigo na justiça. O BO é criminoso. Ela diz que eu agredi ela fisicamente e é mentira!”.
Em nota, a assessoria da vereadora afirma que a “sequência temporal dos registros desmente a narrativa apresentada publicamente” e inviabiliza qualquer possibilidade de participação da parlamentar em conflito ocorrido em outro município. Diante do que classifica como “grave ataque à imagem”, Brisa anunciou que apresentará toda a documentação nesta quinta-feira (18), às 10h, na Delegacia Geral da Polícia Civil, com pedido formal de abertura de investigação.
No plenário, Brisa reagiu duramente à denúncia, classificando o boletim de ocorrência citado por Eliabe como “criminoso” e anunciando que também irá acionar o Conselho de Ética contra o vereador. “Ele falta com o decoro, é calunioso e traz um assunto como esse sem prova alguma”, disse. A vereadora ainda advertiu veículos de comunicação sobre a publicação do caso, afirmando que cada reportagem fará parte de ações judiciais por calúnia e difamação.



