Uma brasileira que vive em Old Bridge (Nova Jersey, EUA) foi presa por realizar procedimentos odontológicos sem licença após tentar um tratamento de canal num paciente, mas não conseguir concluir o serviço, de acordo com boletim de ocorrência policial.
De acordo com o Extra, o paciente relatou ter agendado consulta em 22 de setembro do ano passado com Ana Cristina Amato, de 49 anos, após ver anúncio dela em um grupo de WhatsApp. O valor a ser pago pelo procedimento odontológico foi fechado em US$ 1.000 (cerca de R$ 5.200).
Na consulta, Ana Cristina, que nascida em São Paulo e naturalizada americana, aplicou anestesia e perfurou um dente do paciente. Porém a suposta dentista interrompeu o procedimento repentinamente e disse ao homem para retornar em outro dia, segundo relatado por reportagem no “NY Post”.
Antes que o paciente retornasse, Ana Cristina informou que não conseguiria terminar o tratamento e lhe deu uma lista de dentistas na região que poderiam realizar o serviço, informou a polícia.
O paciente, então, foi ao consultório para reaver os US$ 300 (R$ 1.570) que havia pagado de adiantamento. Ana se recusou a devolver o valor, e os tiveram uma pesada discussão. O homem compareceu a uma delegacia para prestar queixa em 27 de setembro, com gaze na boca e sangrando.
Foi iniciada uma investigação, que culminou com a prisão de Ana Cristina em 19 de fevereiro por exercício ilegal da odontologia, agressão qualificada e facilitação financeira de atividade criminosa. A investigação ainda está em andamento.
Um amigo de Ana Cristina falou ao Extra que a brasileira tem apenas um curso de assistente de cirurgião-dentista, feito nos EUA.
“Ela trabalhou muito tempo com um dentista, que era dono de uma clínica. Ela é casada com americano e tem dois filhos. Chegou aos EUA em 2000. O marido deve ter pagado a fiança”, contou ele, sob condição de anonimato. “Eu não desconfiava que ela estivesse exercendo ilegalmente a odontologia porque ela dizia que iria fazer apenas limpeza ou clareamento, ela falava que o consultório dela era para ajudar a comunidade, pessoas carentes. Ela foi em várias clínicas falar com dentistas para fazer parceria, a ideia dela era iniciar o tratamento e depois encaminhar as pessoas para esses dentistas. No consultório dela tinha uma parede escrito a mão com o nome dos dentistas com quem ela havia firmado parceria, mas não sei se era verdade”, emendou ele, que chegou a tirar um raio-x no consultório da brasileira.

