A assinatura da ordem de serviço e a entrega das licenças ambientais para o início da duplicação da BR‑304 marcam um momento histórico para o Rio Grande do Norte. Trata‑se do desfecho concreto de um processo longo, técnico e político, iniciado anos antes e construído passo a passo no planejamento federal.
Em 10 de dezembro de 2019, foi incluída no relatório final do Plano Plurianual da União a duplicação da BR‑304, no trecho entre o entroncamento com a BR‑226 e a divisa com o Ceará, por meio de emenda do senador Jean Paul Prates. O mesmo relatório contemplou também a duplicação da BR‑406, evidenciando uma estratégia integrada de fortalecimento da infraestrutura logística do estado. Ainda em 2019, o Senado aprovou a emenda que inseriu formalmente a duplicação da BR‑304 no PPA.
À época, como membro da Comissão Mista de Orçamento, Jean utilizou sua posição e articulação com a bancada federal do RN para alterar o enquadramento da obra. O objetivo foi claro: afastar a leitura recorrente de que se tratava de uma rodovia “interna de estado” e afirmá‑la como obra federal prioritária, parte do esforço histórico de conectar as capitais do Nordeste por corredores duplicados. Com a BR‑101 encerrando seu traçado no RN, a BR‑304 passou a ser defendida como seu complemento natural no sentido noroeste, em direção ao Ceará e a Fortaleza.
Em julho de 2021, já na fase de amadurecimento técnico, Jean defendeu publicamente a divisão da duplicação em quatro lotes, como forma de viabilizar a execução. Foi também do senador a sugestão ao então Ministério da Infraestrutura para que a duplicação se iniciasse pelo lote Mossoró–Assú, considerando que a duplicação da Reta Tabajara já permitiria desafogar a saída de Natal e organizar o fluxo no trecho leste da rodovia.
Esse encadeamento de decisões permitiu que, anos depois, o projeto estivesse maduro do ponto de vista técnico, orçamentário e ambiental. Em outubro de 2025, reportagem registrou que o edital de licitação do primeiro lote seria publicado, destacando de forma explícita que a inclusão do projeto no Orçamento Geral da União decorreu da atuação de Jean Paul Prates, sem a qual o processo dificilmente teria alcançado essa fase.
Agora, em 2026, com a assinatura da ordem de serviço, a liberação das licenças ambientais e o início efetivo das obras, o Rio Grande do Norte colhe os frutos de um trabalho iniciado ainda na fase de planejamento estratégico do Estado brasileiro. A duplicação da BR‑304 deixa de ser promessa e se transforma em canteiro de obras, com impacto direto na segurança viária, na logística, na economia e na integração regional.
Obras públicas estruturantes não nascem no anúncio. Elas começam no PPA, passam pela LDO, pelo orçamento, pelos projetos e pelas licenças. A BR‑304 é um exemplo claro de como planejamento, articulação política e visão de longo prazo fazem a diferença.
Ex-Senador
