O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A queda foi de 0,25 ponto percentual.
Em comunicado, o Banco Central informou que a decisão busca estimular a atividade econômica, ao mesmo tempo em que mantém cautela diante do cenário internacional, marcado por incertezas e volatilidade, especialmente em função dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.
Segundo o Copom, o ambiente externo tornou-se mais incerto devido ao acirramento de conflitos geopolíticos, o que afeta as condições financeiras globais e exige prudência por parte de países emergentes.
No cenário doméstico, o comitê apontou que a economia brasileira apresenta sinais de moderação no crescimento, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente. A inflação, embora tenha mostrado algum arrefecimento recente, ainda permanece acima da meta estabelecida.
As projeções indicam que a inflação deve continuar acima do objetivo nos próximos anos. De acordo com o relatório, as expectativas para 2026 e 2027 estão em 4,1% e 3,8%, respectivamente, enquanto a estimativa do Copom para o terceiro trimestre de 2027 é de 3,3%.
O Banco Central também destacou que os riscos inflacionários aumentaram, tanto no cenário de alta quanto de baixa, influenciados por fatores como a persistência da inflação de serviços, a possibilidade de desancoragem das expectativas e oscilações cambiais.
Diante desse contexto, o Copom afirmou que iniciou um processo de ajuste gradual da política monetária, após um período prolongado de juros elevados, e reforçou que as próximas decisões dependerão da evolução do cenário econômico.
O comitê reiterou que seguirá atuando com cautela para garantir a convergência da inflação à meta, sem perder de vista os impactos sobre o nível de atividade econômica e o emprego.
A decisão foi unânime entre os membros do colegiado.

