Pelo menos 53 pessoas morreram em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, indicou a imprensa estatal do Irã. O balanço anterior registrava cerca de 40 mortes neste ataque à escola primária de Shajare Tayyebeh, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos neste sábado. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o ataque “não ficará sem resposta”. Ele afirmou, ainda, que todas as vítimas eram “crianças inocentes”.
Após as ações, as Forças Armadas de Israel detalharam que os ataques conduzidos em cooperação com os EUA tiveram como alvo lideranças do regime iraniano, incluindo o líder supremo do regime teocrático, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian. A confirmação sobre os alvos da parte israelense ocorre após fontes iranianas confirmarem que alguns dos bombardeios atingiram tanto a sede da Presidência quanto o bairro onde está localizada a residência de Khamenei. Não há confirmação sobre autoridades mortas até o momento.
Retaliações iranianas
O Irã afirmou neste sábado ter iniciado uma “primeira onda” de retaliações com mísseis e drones contra Israel, em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e pelo governo israelense contra alvos iranianos. Em comunicado, os Guardiões da Revolução disseram que a ofensiva foi direcionada aos “territórios ocupados”, em referência a Israel.
Ao mesmo tempo, a escalada atingiu outros países da região. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e disseram que se reservam o direito de responder aos ataques. O Ministério da Defesa informou que o país foi alvo de um “ataque flagrante com mísseis balísticos iranianos” e que as defesas aéreas interceptaram vários projéteis. Abu Dhabi classificou a ação como “uma escalada perigosa”. No Kuwait, o chefe do Estado-Maior declarou que os sistemas de defesa aérea também interceptaram mísseis detectados no espaço aéreo do país.
Em um comunicado, o Catar condenou uma “violação flagrante” de sua soberania após o ataque iraniano em seu território. O documento foi emitido neste sábado após várias séries de explosões serem ouvidas em toda Doha.
Na nota, o Ministério das Relações Exteriores do Catar expressou “sua firme condenação ao ataque ao território catariano por mísseis balísticos iranianos”. O órgão considera que se trata de uma violação flagrante de sua soberania nacional”, acrescentando “reservar-se o direito total de responder a este ataque”.
Teerã, por sua vez, acusou Washington e Tel Aviv de violar o direito internacional. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela Al Jazeera, as forças armadas do país estão “totalmente preparadas” para defender o território e farão os “agressores se arrependerem de seus atos”.
De acordo com o comunicado, os ataques contra o Irã atingiram a “integridade territorial e a soberania nacional do país”, incluindo infraestrutura defensiva e também áreas não militares em diferentes cidades. O governo iraniano afirma que a ofensiva representa uma violação da Carta das Nações Unidas e cita o Artigo 51, que trata do direito à autodefesa.
*Com informações de O Globo

