O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), já somava mais de oito horas de leitura de voto no julgamento da trama golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. O magistrado, que votou pela absolvição do ex-presidente, concluiu sua manifestação nesta quarta-feira (10), após cerca de 14 horas de julgamento. O advogado Matheus Milanez, da defesa do general Augusto Heleno, ironizou a situação nas redes sociais: “Gostaria de jantar”, publicou ele.

Essa não foi a primeira vez que o defensor chamou atenção com comentários sobre a longa carga de trabalho no tribunal. Em junho, durante os interrogatórios, Milanez pediu que a sessão seguinte começasse às 10h em vez das 9h para que pudesse se alimentar. “Eu, minimamente, quero jantar, Excelência, porque eu só tomei café da manhã”, disse, arrancando risos em plenário. Na ocasião, o relator Alexandre de Moraes negou o pedido e respondeu em tom de brincadeira que a sessão teria início às “09h02”.
O ministro Flávio Dino também brincou com o pedido de Milanez, na terça-feira (09), citando a defesa de Heleno. “Se quiser cancelar o almoço, eu e o advogado do general Heleno vamos ficar felizes”, disse, arrancando risos no plenário.
O voto de Fux, que no início de sua manifestação defendeu a anulação do processo, foi intercalado por pausas de uma hora, dez e 30 minutos. Depois dele, a sessão será retomada nesta quinta-feira com os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Turma. Moraes e Flávio Dino se manifestaram na terça-feira (09).

