O ator Juca de Oliveira, de 91 anos, está internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele deu entrada na unidade médica na última sexta-feira, dia 13, como explica a assessoria de imprensa do artista, em nota, e divulgado pelo Extra.
“Com 91 anos de idade, Juca de Oliveira celebrou seu aniversário na segunda-feira e, infelizmente, encontra-se em estado delicado de saúde, ocasionado por uma pneumonia e condição cardiológica”, diz ainda o texto.
Nascido em São Paulo, no dia 16 de março de 1935, Juca de Oliveira tem mais de 30 novelas e minisséries no currículo nos mais de 40 anos de contrato com a TV Globo. Ele começou a carreira nos palcos, integrou o importante Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), e faz parte da Academia Paulista de Letras desde 2017.
O ator foi filiado ao Partido Comunista Brasileiro nos anos 1960 e comandou, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império, o Teatro de Arena. As peças com forte teor político fizeram com que Juca de Olivera fosse perseguido pela ditadura. Na época, ele se exilou na Bolívia.
“Fiquei entusiasmadíssimo, porque Flávio Rangel, Boal e Guarnieri, homens tão importantes, estavam sendo procurados, e eu, que não era absolutamente ninguém, também. Por um lado, fiquei em pânico, mas por outro meu ego ficou insuflado. Paulo José falava assim para mim: ‘Você não está sendo procurado por talento, é por política. Não fica alegrinho, não’. Aí baixei um pouco a bola”, relembrou Juca, ao site do “Memória Globo”.
O grupo voltou ao Brasil quatro anos depois, e a partir dali iniciou-se a carreira de Juca na televisão. O lado político não foi abandonado, e ele assumiu a presidência do Sindicato dos Atores de São Paulo.
‘Saramandaia’ e ‘O clone’, as principais novelas
Juca de Oliveira sempre considerou a primeira versão de “Saramandaia”, de Dias Gomes, em 1976, como uma virada na carreira. Na trama, ele vivia João Gibão, um homem reservado que escondia um segredo: ele tinha um par de asas. O personagem também precisava lidar com premonições.
Já em “O clone”, em 2001, ele viveu Dr. Albieri, personagem importante que gerou debates ao clonar, em segredo, um ser humano. O médico sofre com a perda de Diogo (Murilo Benício), decide cloná-lo e realiza uma inseminação artificial em Deusa (Adriana Lessa), sem que ela saiba que o futuro filho, Leo (Murilo Benício), seria um clone. A verdade só vem à tona 18 anos depois.

