O Rio Grande do Norte registrou nesta última quinta-feira (5) uma alta expressiva nos preços dos combustíveis após reajustes anunciados por refinarias que abastecem o mercado nordestino. Os aumentos acompanham a valorização do petróleo no mercado internacional e já começam a ser percebidos nas bombas dos postos do estado.
Uma das unidades responsáveis pelo abastecimento regional promoveu o segundo reajuste em menos de uma semana. Somente nos últimos dias, a gasolina A passou de R$ 2,5915 para R$ 2,8915 por litro — aumento de R$ 0,30 no produto puro. Considerando a mistura utilizada na gasolina comum vendida ao consumidor, o impacto estimado é de cerca de R$ 0,21 por litro.
O diesel também registrou aumento significativo. O tipo S500 passou de R$ 3,3225 para R$ 4,0725 por litro, uma alta de R$ 0,75 no produto puro, com impacto aproximado de R$ 0,63 no diesel comercializado nos postos. Somadas às altas registradas na semana anterior, as variações recentes representam um incremento próximo de R$ 0,38 por litro de gasolina e de quase R$ 0,80 no diesel.
Outra refinaria que abastece o Nordeste também anunciou reajustes a partir desta quinta-feira. A gasolina A passou de R$ 2,5370 para R$ 2,8370 por litro, enquanto o diesel S-10 subiu de R$ 3,5633 para R$ 4,1841. O diesel S-500 também registrou aumento, passando de R$ 3,4633 para R$ 4,0841. O único produto que apresentou recuo foi o gás de cozinha (GLP), com redução considerada simbólica.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos RN), Maxwell Flor, os reajustes já começaram a ser repassados ao consumidor. Segundo ele, os postos têm pouca margem para absorver aumentos desse porte.
A pressão nos preços está relacionada ao cenário internacional. O barril de petróleo do tipo Brent ultrapassou os US$ 80 nas últimas semanas, após acumular alta próxima de 30% desde o início do ano. A valorização ocorre em meio ao conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã, região estratégica para a produção mundial de petróleo.
Outro fator que também influencia os preços no estado é a dependência de combustíveis importados. Parte do abastecimento local depende de produtos trazidos do exterior, o que faz com que variações no preço internacional do petróleo e no câmbio tenham impacto direto sobre o valor cobrado pelas distribuidoras.
Além disso, o ICMS do etanol teve alteração no estado a partir de 1º de março, o que também contribui para a pressão nos preços. A expectativa do setor é de que o mercado continue instável enquanto persistirem as tensões no cenário internacional.

