As negociações entre professores e Governo do Estado não avançaram desde a última assembleia da categoria, realizada na segunda-feira (27), que decidiu por unanimidade pelo indicativo de greve. Na terça-feira (28), uma nova proposta foi apresentada, mas a categoria ainda não vê como adequada e não está de acordo com o que vem sendo apresentado até o momento pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec).
A proposta mais recente oferece a implementação de 14,95% em março, junto ao retroativo de janeiro e fevereiro para os professores que recebem abaixo do valor do piso. Para os aposentados e pensionistas, o reajuste seria de 6,5% em maio e 7,93% em dezembro, com retroativo pago em oito parcelas entre maio e dezembro de 2024. Na audiência, a Seec garantiu que o retroativo do piso de 2022 começará a ser pago ainda neste mês em 14 parcelas.
O sindicato se mantém firme na reivindicação de reajuste de 14,95% implementado de forma integral, de acordo com a carreira, paridade e integralidade entre ativos e aposentados, com pagamento a partir de março e efeito retroativo a janeiro e fevereiro. Bruno Vital, Coordenador Geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTE/RN) falou à reportagem do Diário do RN sobre o que vem sendo debatido até o momento: “Na audiência, foi apresentada uma proposta nova, mas muito parecida com a anterior, nós estávamos presentes, a direção mais uma comissão de base e ela foi avaliada como uma proposta muito ruim, inadequada e na nossa avaliação, não vai ter aceitação dessa proposta pela categoria”, informa o coordenador geral.
Mantido o impasse, a expectativa pelo desfecho para a próxima sexta-feira (03) quando a categoria volta a se reunir para confirmar, ou não, o início de uma greve por tempo indeterminado: “Solicitamos que se o governo tivesse outra proposta, nos convocasse para apresentar essa nova proposta. Na sexta-feira à tarde, nós teremos a Assembleia, que será o momento de decisão sobre a deflagração da greve”, informou Bruno Vital.
A reportagem também questionou o Sinte-RN sobre a situação dos professores da rede pública da capital. Segundo o coordenador geral do SINTE-RN, o município de Natal está devendo metade do reajuste de 2020, e ainda dos anos de 2022 e 2023. A categoria aguarda para esse início de mês uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação. O início do ano letivo é previsto para o dia 21 de março.

