Por Ana Beatryz Fernandes
No último ano, a Arquidiocese de Natal viveu um verdadeiro renascimento sob a liderança inspiradora do novo Arcebispo Metropolitano Dom João Cardoso. Desde sua posse, ele se tornou um farol de esperança e renovação, trazendo consigo uma mensagem de amor, inclusão e justiça social. O arcebispo, com sua presença carismática, rapidamente conquistou o coração dos fiéis, incentivando uma participação ativa na vida da Igreja e na comunidade. À medida que completa seu primeiro ano, Dom João Santos Cardoso deixa um legado de esperança e transformação. Com a certeza de que a jornada está apenas começando, ele convida todos a continuarem a trilhar esse caminho juntos, em busca de um futuro mais justo e fraterno. A história da Arquidiocese de Natal está sendo reescrita e cada página é um testemunho do poder da fé e da solidariedade.
Natural de Dário Meira, na Bahia, Dom João Santos Cardoso foi nomeado arcebispo de Natal pelo Papa Francisco em 5 de julho de 2023. A posse canônica ocorreu em 7 de outubro do mesmo ano, na Catedral Metropolitana, e contou com a presença de mais de 30 bispos, dezenas de padres e diáconos, além de centenas de fiéis, marcando o início de uma nova fase para a Arquidiocese.
Desde sua posse, Dom João Cardoso tem se destacado por sua abordagem pastoral inovadora e seu compromisso com a inclusão e a justiça social. Em um momento em que a Igreja enfrenta diversas questões contemporâneas, ele tem buscado engajar os jovens e promover um diálogo aberto sobre temas como a pobreza, a educação e a saúde.
“Ao chegar na arquidiocese, a minha primeira atitude foi escutar, passei mais de seis meses dedicado à escuta, e essa escuta me permitiu ter um diagnóstico da diocese. Compreender as nossas situações, os nossos problemas, os nossos desafios e também as grandes expectativas. Com base nisso que eu elaborei uma carta pastoral. Nessa carta, eu apresento esse diagnóstico, apontando caminhos que nós deveríamos seguir e que estamos trilhando”, afirmou o arcebispo durante entrevista ao Diário do RN.
O arcebispo reforçou a importância de escutar a voz do Espírito Santo, que se manifesta por meio do povo e dos sinais dos tempos. Segundo ele, essa prática é essencial para guiar as decisões pastorais e os planos de ação da Igreja. “Um bispo, quando chega à diocese, não faz o que quer, mas escuta a Deus através do nosso povo e dos sinais do tempo”, afirmou.
Ao longo desse um ano, Dom João Cardoso lançou diversas iniciativas. Um dos grandes marcos do seu ministério episcopal foram as normas de conduta: “Um marco importante foi o protocolo de conduta, a comissão de proteção, de cuidado de crianças e adultos vulneráveis foi fortalecida. E essa comissão está tanto trabalhando o regimento interno, como também elaborando o protocolo de conduta para os diversos espaços eclesiais, e nós já temos o decreto que traça as linhas gerais desse protocolo de conduta”.
Novos projetos e estudos marcam gestão de Dom João na Arquidiocese
Arcebispo revela postura pró-ativa de permanente convencimento dos fiéis na implantação de novas ações na Igreja

Além disso, o arcebispo fez diversas realizações: em três meses após sua posse, publicou a carta pastoral “Naquele que me fortalece”, que oferece orientações para a condução espiritual e organizacional da Arquidiocese; outro passo inicial importante de Dom João foi o desenvolvimento do “Plano de Manutenção dos Presbíteros”, que visa garantir equidade e sustentabilidade na sustentação dos sacerdotes; o arcebispo reabriu a “Casa do Clero”; lançou o “Projeto de Revitalização do Ministério Presbiteral”, buscando fortalecer a vida e o ministério dos padres na região; a criação da ouvidoria da Arquidiocese que é um passo importante para garantir um canal de comunicação e escuta; também foi estabelecido o “Protocolo Administrativo do Governo Arquidiocesano e das Paróquias” para promover transparência e eficiência na gestão da Igreja e por fim, outro marco significativo em seu primeiro ano foi a instalação da “Comissão para preparar o Sínodo Diocesano”, que terá a missão de atualizar o “Diretório dos Sacramentos, Litúrgico, Pastoral e Administrativo” da Arquidiocese. Esse processo busca alinhar a Igreja às necessidades pastorais e evangelizadoras do momento atual.
Dom João também iniciou a nomeação e instalação da “Comissão de Estudos para a criação de duas novas dioceses”, com sedes em Assu e Santa Cruz. Essa iniciativa busca atender à crescente demanda pastoral e facilitar o acompanhamento das comunidades.
Desafios enfrentados
Na busca incessante por renovar e expandir suas ações, a Igreja enfrenta desafios significativos que vão além da simples implementação de novas iniciativas. Ao propor novas ações e enfrentar resistências naturais, a persistência se revela vital. Convencer os fiéis e a comunidade sobre a importância e viabilidade de cada passo requer paciência e argumentação sólida. “Quando nós nos propomos a realizar determinadas ações e, sobretudo, quando há ações novas a serem implementadas, um dos desafios é o convencimento. As ações só têm durabilidade se as pessoas estiverem convencidas e isso necessita de muita argumentação, de conversações, para que nós possamos encontrar os consensos”, destaca o arcebispo, enfatizando a importância do diálogo.
As dificuldades econômicas são uma realidade inegável para a diocese, limitando os recursos disponíveis para as amplas necessidades de evangelização e ação social. Apesar disso, parcerias estratégicas têm sido estabelecidas para garantir a continuidade das pastorais sociais e das iniciativas de caridade da igreja. “A limitação de recursos nos desafia a sermos mais criativos e a buscar o envolvimento crescente das pessoas, através do voluntariado, para que nós possamos ser fiéis à missão que Jesus confiou à sua igreja, que é evangelizar, fazer discípulos com todas as pessoas que encontramos no caminho, mas também lembrarmos da dimensão caritativa”, ressalta.
Além dos desafios econômicos, a igreja se depara com questões específicas da evangelização urbana, como violência, mobilidade e moradia. Estas realidades complexas impactam diretamente na eficácia da missão evangelizadora. “Nós estamos dialogando, buscando assessoria de peritos, para poder saber onde nós estamos e que passo nós podemos dar para que a ação evangelizadora da igreja seja eficaz e ela possa responder à aspiração da juventude, precisamos inovar para atrair a juventude para nossa igreja, senão, a nossa igreja vai ficando cada vez mais igreja de gente de cabelo branco, como o meu”, conclui Dom João Cardoso.
Olhar para o futuro
Com uma visão clara e uma liderança acolhedora, Dom João se posiciona como um guia para a comunidade católica, promovendo um ambiente de diálogo, inclusão e renovação. As expectativas são altas para os próximos anos, enquanto a Arquidiocese se adapta e cresce sob sua liderança.
Para o próximo ano, o bispo já anunciou uma agenda repleta de atividades ligadas ao jubileu e às visitas pastorais. Essas iniciativas, de acordo com ele, serão fundamentais para estreitar os laços com a comunidade e permitir o aperfeiçoamento e a ampliação do plano pastoral da diocese.
“Essas ações me permitirão maior proximidade e possibilitarão que tracemos novos caminhos para o fortalecimento da nossa missão pastoral”, concluiu o bispo.

