No decorrer de 50 dias, o Governo Federal investiu recursos consideráveis em uma operação por Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró no dia 14 de fevereiro, e expôs o governo Lula (PT) a uma crise justamente em um tema explorado por adversários políticos, a segurança pública..
Eles foram encontrados, acompanhados por mais quatro indivíduos, numa ponte sobre o rio Tocantins, próximo à cidade de Marabá (PA). A caçada custou, em média, R$ 121 mil por dia. Dados fornecidos pelo Ministério da Justiça mostram que somente a Polícia Federal Rodoviária gastou R$ 3,3 milhões durante as buscas. O órgão foi seguido pela Força Nacional (R$ 1,4 milhão), Polícia Federal (R$ 665 mil) e Força Penal Nacional (R$ 625 mil).
Os esforços combinados da Polícia Federal Rodoviária, Força Nacional, Polícia Federal e Força Penal Nacional resultaram em uma operação amplamente coordenada, envolvendo centenas de agentes, drones, helicópteros e equipes especializadas. Os valores também incluem despesas com passagens, diárias, combustíveis, manutenção e operações aéreas.
O Desfecho da Operação
Após o trabalho de monitoramento e mapeamento de veículos suspeitos, conduzido pela PRF e pela inteligência da PF, os fugitivos foram interceptados e detidos próximo à rodovia em Marabá. De acordo com as investigações, eles tentavam sair do país.
A Polícia Federal é responsável pelo inquérito aberto para investigar a fuga. Foi dentro desse inquérito que foram levantadas informações de inteligência sobre o paradeiro dos dois foragidos.
Já a Força Nacional foi acionada pelo Ministério da Justiça logo após a fuga para atuar nas buscas e para reforçar a segurança na penitenciária federal onde ocorreram as fugas.
Na coletiva sobre o caso, Lewandowski e o diretor da PF, Andrei Rodrigues, deram alguns detalhes sobre a recaptura.
Segundo eles, no momento da prisão houve “um esboço de reação”. No primeiro veículo abordado, o foragido Rogério Mendonça, o Martelo, estava no banco de carona e portava um fuzil. Ele chegou a colocar a arma para fora do carro e, nessa ocasião, o carro da PF colidiu com o dos fugitivos.
Depois disso, eles saíram do veículo, e Martelo largou a arma. Os outros dois veículos foram abordados na cabeceira da ponte. Com o grupo foram encontrados oito celulares, além do fuzil com dois carregadores.
Uma apuração do Ministério da Justiça afirma que houve falhas em procedimentos, mas descarta corrupção de agentes na fuga dos presos da penitenciária federal de Mossoró. A conclusão consta em relatório da corregedoria-geral da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O órgão já havia apontado que a fuga foi resultado de diversas falhas internas, sendo a principal a falta de revistas, que deveriam ocorrer diariamente. Sem elas, não foi possível que os servidores detectassem o buraco que os presos estavam fazendo na luminária da parede por onde escaparam.
Os dois presos ficaram ao menos 30 dias sem revista nas celas, segundo a investigação. Para apurar essas e outras falhas, a corregedoria da Senappen abriu investigação contra dez servidores.
Com informações do Portal Terra

