Por Alessandra Bernardo
A Justiça Eleitoral divulgou as dívidas de campanha eleitoral de cinco políticos potiguares, que concorreram à Câmara dos Deputados e Senado Federal, nas eleições gerais de 2022. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os maiores devedores são, em ordem por valores, Victor Hugo (Republicanos), Carla Dickson (União Brasil), Rafael Motta (PSB), General Girão (PL) e Lawrence Amorim (SDD). Juntos, eles devem quase R$ 2,95 milhões.
Dos cinco ex-candidatos potiguares com as maiores dívidas junto aos fornecedores contratados, Victor Hugo é o que possui o maior valor em débito, devendo pouco mais de R$ 1,6 milhão. O político contraiu o total de R$ 2,4 milhões em despesas, mas quitou apenas R$ 787,1 mil, causando um prejuízo milionário às empresas e pessoas contratadas para a sua campanha eleitoral.
Ele possui uma lista com valores como R$ 460 mil para a empresa Bramane Serviços de Comunicação LTDA.; R$ 351,4 mil por serviços de publicidade por materiais impressos; quase R$ 200 mil para a Cym Iluminação e Desing Eireli, contratada para realização de eventos de promoção da candidatura; R$ 85 mil são referentes a serviços advocatícios; R$ 85 mil em serviços contábeis; R$ 59,4 mil à Vox Autos Locadora de Veículos e Equipamentos LTDA., pela cessão ou locação de veículos, além de atividades de militância e mobilização de rua.
A ex-deputada federal Carla Dickson possui o segundo maior débito entre os ex-candidatos à Câmara Federal, com um débito de R$ 798 mil com diversos segmentos. Inicialmente com uma despesa avaliada em quase R$ 3,3 milhões, ela pagou o montante de R$ 2,5 milhões, mas ainda acumulou débito, que não foi pago, conforme alguns fornecedores.
Dos R$ 798 mil em débito que ainda tem sem pagamento, Carla Dickson deve R$ R$ 450,9 mil em publicidade por materiais impressos para várias empresas, R$ 136 mil em pesquisas ou testes eleitorais para a empresa Brâmane Serviços de Comunicação LTDA, pouco mais de R$ 100 mil sob a rubrica de cessão ou locação de veículos e outros R$ 51,6 mil por serviços prestados por terceiros, além de outros pequenos valores não quitados com os fornecedores.
Em terceiro lugar como o maior devedor entre os políticos potiguares, está o ex-candidato ao Senado, o ex-deputado federal Rafael Motta, com uma dívida avaliada pelo TSE em R$ 235,9 mil. Com uma despesa geral orçada em pouco mais de R$ 2,3 milhões, o atual secretário de Esporte de Natal quitou cerca de R$ 2 milhões apenas.
Entre os serviços e fornecedores que Rafael contratou para sua campanha de 2022 e deixou de pagar, estão R$ 127,5 mil à empresa Nova Arte Comercio e Serviços Eireli, por serviços de publicidade por materiais impressos; R$ 52 mil à Priori Comunicação Estratégica LTDA por serviços prestados por terceiros; R$ 36 mil por publicidade por adesivos e R$ 9,4 mil em compras de combustíveis e lubrificantes.
O deputado federal General Girão (PL), possui uma dívida de R$ 157,6 mil, sendo destes, R$ 122,6 mil por publicidade de materiais impressos e R$ 35 mil referentes a serviços de publicidade por adesivos. O parlamentar conseguiu se reeleger e somou R$ 1,6 milhão em despesas de campanha, quitando o montante de cerca de R$ 1,4 milhão.
Já o vereador de Mossoró Lawrence Amorim, que se candidatou, sem sucesso, à Câmara dos Deputados, contraiu aproximadamente R$ 1,13 milhão em despesas de campanha, quitando o montante de R$ 978,4 mil. Restou a ele uma dívida avaliada em R$ 151,1 mil. Deste, R$ 111,5 mil foram contratados e não pagos em publicidades em adesivos e R$ 39,7 mil por publicidade por materiais impressos, conforme os dados contidos no portal do TSE.

