Final de ano e verão chegando em pleno período de férias escolares refletem no aumento da frequência em praias e piscinas, consequentemente também maior exposição ao sol que pode trazer riscos para a saúde e para o bem-estar da pele, favorecendo o aparecimento de doenças. O mês de dezembro recebe a cor laranja como forma de alertar para os riscos de câncer de pele, uma campanha promovida pelo Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A médica dermatologista, Bárbara Carriço, ressalta a importância de uma campanha como essa nesse período: “O Dezembro Laranja é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia e busca conscientizar mais pessoas sobre o câncer de pele e sobre a importância de procurar um dermatologista para entender sobre as medidas de proteção para a sua pele e o diagnóstico precoce do câncer de pele”.

Mas, a especialista alerta que os cuidados preventivos precisam ir além do mês de dezembro, pois as altas temperaturas são fatores que podem causar queimaduras não só pelo excesso de sol: “No período de verão, onde as temperaturas estão mais altas, o calor e a umidade fazem com que tenhamos que ter cuidado especial com a nossa pele. Em especial, a exposição solar sem proteção, para evitar os riscos de queimadura solar. Assim como o contato também com substâncias como suco de limão, frutas cítricas, em contato com a pele e o sol. Elas podem causar queimaduras que são conhecidas como fotodermatoses, muito frequentes também essa época do ano”.
Dra. Bárbara ressalta ainda que essas condições (calor e umidade) são o habitat ideal para a proliferação de fungos e bactérias causadores de doenças: “ A ocorrência também de infecções fúngicas e bacterianas aumenta, pois, o calor e a umidade são ambientes favoráveis ao desenvolvimento dessas doenças. Caso surja algo diferente na pele, merece a atenção do seu dermatologista para os cuidados. Evitar o excesso de calor, procurar ambientes mais ventilados e o uso do protetor. Solar é indispensável quando se expor ao sol”.
Apesar de ser amplamente divulgado a importância do uso de protetor solar diariamente, a médica explica que é preciso estar atento ao tipo e fator de proteção do produto, para que seja utilizado da forma correta: “Escolher um protetor solar de fator de proteção solar de 30 ou maior, e deve ser usado de forma adequada, reaplicando a cada duas horas, ou quando suar muito ou mergulhar. É interessante que nesse protetor venha dizendo a informação de que ele é resistente à água, isso garante que ele pode ser usado nessas situações mais intensas do verão, de praia, piscina”, ressalta ainda que para além do uso de protetor é importante ter outros acessórios auxiliando nessa proteção: “Existem outras formas da gente também se proteger do sol, o uso de camisa de proteção, de chapéu, não esquecer o uso dos óculos de sol com proteção UV, e evitar os horários mais críticos de sol, de radiação ultravioleta. Então preferir se expor longe dos horários mais críticos. Entre 9 e 15 da tarde”.
Para aqueles pacientes que já possuem um diagnóstico de doenças de pele ou alergias dermatológicas, a dermatologista explica que é fundamental aliar proteção e hidratação para evitar o agravamento dessas situações: “Aqueles pacientes que já tem algum problema dermatológico, por exemplo, aqueles pacientes com dermatite atópica ou alguma dermatite eczema na pele, é muito frequente o excesso de sol, contato com piscina, cloro, mesmo água do mar, eventualmente pode aumentar o ressecamento da pele. Então é uma fase que a gente fala muito de protetor solar, mas que a gente não pode descuidar da hidratação. O uso do hidratante deve ser intensificado, principalmente naqueles pacientes que já têm a pele naturalmente mais ressecada e que merece esse cuidado extra no verão”.
Dra. Bárbara ainda ressalta que é importante os pais ensinarem aos filhos a importância do uso do protetor solar e estar atento a renovação do processo: “Nesse verão, ensine o seu filho a usar o protetor solar. É na infância que esses conceitos e hábitos são fixados. Evite a queimadura de sol. A exposição solar exagerada e desprotegida é o principal causador do câncer de pele. Então os episódios de queimadura solar aumentam muito o risco de câncer de pele. E a maior parte da radiação que recebemos ainda é na infância. Fica aqui esse alerta para que as crianças fiquem protegidas nesse verão”.

