A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira, a ampliação da validade do implante contraceptivo feminino Implanon de três para cinco anos. O Implanon tem uma elevada eficácia para prevenir a gravidez indesejada, que chega a ser superior a 99%, e foi incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS) no ano passado. Com isso, também passou a ter a cobertura obrigatória pelos planos de saúde. A indicação é para todas as mulheres que desejem aderir ao método contraceptivo.
De acordo com a agência sanitária, a extensão do uso permite que “uma única inserção proporcione proteção contraceptiva por período mais prolongado, reduzindo a necessidade de procedimentos adicionais de troca do implante”. A Anvisa esclarece ainda que quem já tem o Implanon também pode estender o uso até o novo limite, sob a devida orientação médica. A ampliação já havia sido aprovada por outras autoridades regulatórias internacionais, incluindo as dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido.
“A aprovação da ampliação foi baseada em dados clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia contraceptiva e um perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos de uso. No principal estudo apresentado, não foram observadas gestações durante o período estendido de utilização do implante, corroborando a manutenção da proteção contraceptiva até cinco anos após a inserção”, complementa a autarquia em nota.
O Implanon é um implante subdérmico indicado para prevenir a gravidez indesejada. É um pequeno bastão de plástico flexível, de 4cm por 2mm de diâmetro, que contém 68 mg de etonogestrel. Ele deve ser colocado diretamente sob a pele, embaixo do braço, com anestesia local, exclusivamente por um médico ou enfermeiro especializado na técnica.
O etonogestrel, um hormônio feminino, passa a ser liberado de forma contínua para a corrente sanguínea ao longo do tempo. Dessa forma, a ação do hormônio impede a liberação do óvulo e altera a secreção do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozoides e impedindo a gestação.
Segundo a empresa responsável pelo implante, a eficácia para evitar a gravidez é de 99,95%, a maior observada entre todos os métodos contraceptivos. De acordo com o Ministério da Saúde, após o prazo máximo de uso, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo poderá ser inserido imediatamente. A fertilidade também retorna rapidamente após a remoção caso a mulher decida engravidar.
Entre os métodos disponíveis no SUS, além do Implanon, apenas o DIU de cobre tem ação de longa duração. Já em relação aos de curto prazo, a rede pública também disponibiliza preservativos externo e interno; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Apenas os preservativos oferecem proteção também contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Pós-parto
Nesta segunda-feira, Anvisa também aprovou a inserção do Implanon imediatamente após o parto ou o aborto, incluindo os de primeiro e segundo trimestres. Segundo a agência, a medida pode ampliar o acesso ao método e reduzir o risco de gestações não planejadas decorrentes da perda de seguimento daquela paciente após a alta hospitalar.
“A avaliação considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que concluíram pela manutenção de um balanço benefício-risco favorável para essa nova condição de uso”, diz.
*Com informações de O Globo

