O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos após deixar o Brasil nesta terça-feira (27), segundo informou o advogado mexicano Simón Levy, aliado do movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente norte-americano Donald Trump.
A informação foi divulgada por Levy em publicação na rede social X.
“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreveu.
A viagem ocorre após o senador descumprir a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega de todos os seus passaportes, incluindo o diplomático, e proibiu sua saída do país.
PT pede prisão preventiva
Também nesta terça-feira, os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), além da deputada eleita Ana Elisa Santos (PT-MG), solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro.
Os parlamentares também pediram que, caso a prisão seja decretada, o nome do senador seja incluído no alerta vermelho da Interpol.
No pedido encaminhado ao STF, os deputados alegam que Flávio descumpriu a ordem judicial ao não entregar os passaportes dentro do prazo estabelecido e apontam risco de fuga.
“A não entrega dos documentos no prazo, constatada pela Polícia Federal, configura descumprimento voluntário de obrigação cautelar. Somada à incerteza sobre seu paradeiro e ao fato de que nem a própria defesa conseguiu localizá-lo para cumprir a ordem, evidencia a insuficiência das medidas diversas da prisão para resguardar a aplicação da lei penal”, afirmam os parlamentares.
O grupo também requereu que a defesa informe o paradeiro do senador, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste com urgência sobre o caso e que seja solicitada cooperação às autoridades argentinas para apurar eventual apoio à saída de Flávio do Brasil em um jato particular.
Segundo apuração do colunista Túlio Amâncio, do SBT News, dois aliados de Flávio confirmaram que o senador viajou para os Estados Unidos com a família após deixar o Brasil pela Argentina.
De acordo com os interlocutores, a operação foi organizada de última hora e mantida sob absoluto sigilo. Apenas dois aliados políticos teriam sido informados previamente sobre o plano.
As mesmas fontes afirmam que o embarque para os Estados Unidos ocorreu a partir de uma localidade argentina diferente de Puerto Iguazú, cidade inicialmente apontada por veículos do país vizinho.
Governo argentino nega passagem
O porta-voz do presidente argentino Javier Milei, Fabián Fernández, afirmou à agência Bloomberg que Flávio Bolsonaro não entrou na Argentina.
Ele também negou que uma aeronave com as características divulgadas pela imprensa local tenha decolado do país com destino aos Estados Unidos.
Mais cedo, o jornal argentino Infobae informou que o senador poderia ter atravessado a fronteira utilizando apenas a carteira de identidade e embarcado em um avião particular em Puerto Iguazú, na província de Misiones.
A publicação citou um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa argentina Baires Fly S.A., cuja decolagem estaria prevista para a madrugada desta terça-feira.
Até o momento, não há confirmação oficial das autoridades brasileiras sobre a saída de Flávio Bolsonaro do país ou sua entrada em território norte-americano.

