Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições de 2026, neste domingo (25), representantes do Judiciário e do Congresso Nacional defenderam o respeito ao resultado das urnas, a estabilidade institucional e a busca pela pacificação do país.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, telefonou para Lula após a totalização de 99,9% dos votos e parabenizou o candidato pela vitória. Com mais de 64 milhões de votos, Lula será o 40º presidente do Brasil e iniciará o novo mandato em 5 de janeiro de 2027.
“Ao presidente Lula, registro o reconhecimento da Justiça Eleitoral por sua participação em mais este processo democrático e pela vitória nas urnas. Sua trajetória política atravessa diferentes períodos da história democrática brasileira. Participou como candidato de oito eleições, tendo vencido 4 delas”, afirmou Kassio.
O ministro também destacou a participação de Lula em diferentes momentos da política brasileira e o papel da Justiça Eleitoral na condução do processo.
STF defende respeito à vontade popular
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou, em nota, que o momento exige “serenidade, responsabilidade e compromisso com o país”. Segundo ele, o Brasil precisa fortalecer a democracia, manter a estabilidade institucional e responder às demandas da sociedade.
“É tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas. A república se fortalece quando reconhece e respeita a soberania popular, fundamento da legitimidade democrática e expressão da cidadania”, declarou Fachin.
O presidente do STF também defendeu a harmonia entre os Poderes e afirmou que divergências devem ser solucionadas dentro dos limites constitucionais.
“Mesmo diante de divergências, é nos limites da Constituição que devem buscar as respostas, preservando o equilíbrio entre os poderes e a integridade do Estado Democrático de Direito”, completou.
Congresso defende pacificação do país
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a eleição confirmou Lula como vencedor pelo processo democrático e defendeu uma avaliação sobre os erros e acertos do próximo governo.
“Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avaliação dos seus acertos, mas também dos erros cometidos. Nós somos humanos e precisamos nesse momento fazer uma autoavaliação daquilo que precisa ser melhorado. Nós temos um Brasil dividido, que passou, infelizmente, os últimos quatro anos radicalizado. Com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de conciliar o país, olhar para frente e governar para todos os brasileiros”, disse.
Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que um dos principais desafios do novo mandato será fortalecer as instituições democráticas e promover a união nacional.
“Eu tenho muita confiança que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá uma grande missão, além de todas que ele assumiu como compromisso eleitoral, político ou de campanha: unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas. A ninguém interessa o enfraquecimento das instituições”, afirmou.
A posse do presidente e do vice-presidente eleitos em 2026 ocorrerá em 5 de janeiro de 2027, conforme alteração promovida pela Emenda Constitucional 111/2021.

