O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, denunciou neste domingo (25) a falta de ônibus em cidades da Bahia e em São Paulo durante o segundo turno das eleições presidenciais. Lula classificou a situação como “banditismo” e “mau caratismo” e reforçou o pedido para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prorrogue o horário de votação até as 19h nos municípios atingidos pelas dificuldades de transporte público.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, o presidente criticou duramente a atuação de prefeitos, governadores e empresários diante dos problemas enfrentados por eleitores que dependem do transporte coletivo para chegar às seções eleitorais. A manifestação ocorreu em meio às denúncias de redução da circulação de ônibus no dia decisivo da disputa presidencial.
“Não vamos permitir que haja roubalheira, banditismo e prefeito bandido. Não vamos aceitar banditismo, mau caratismo de prefeito, de governador e de empresário”, afirmou Lula em declaração à imprensa.
A reação do presidente ocorre em um momento de preocupação com as condições de deslocamento dos eleitores. A insuficiência de ônibus pode comprometer o comparecimento às urnas, especialmente entre pessoas que dependem exclusivamente do transporte público para exercer o direito ao voto.
Lula defende prorrogação da votação até as 19h
Diante dos problemas registrados no transporte coletivo, Lula reiterou a solicitação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores ao TSE para estender o funcionamento das seções eleitorais até as 19h nas localidades afetadas.
A proposta busca assegurar tempo adicional para que eleitores prejudicados pela falta de ônibus consigam chegar aos locais de votação. A medida, caso autorizada pela Justiça Eleitoral, representaria uma resposta excepcional às dificuldades de mobilidade registradas neste domingo.
O pedido de prorrogação está diretamente relacionado às denúncias de comprometimento do transporte público em cidades baianas e na capital paulista. A preocupação central é impedir que problemas na oferta de ônibus acabem restringindo, na prática, a participação de parte do eleitorado.
Até o momento das declarações reproduzidas pelo UOL, não havia informação sobre uma decisão definitiva do TSE em relação à solicitação de ampliação do horário.
Presidente critica autoridades e empresários
A declaração de Lula também evidencia o agravamento da tensão política em torno do funcionamento do transporte público durante o segundo turno.
Ao empregar expressões como “banditismo” e “mau caratismo”, o presidente atribuiu gravidade à situação e direcionou críticas a agentes públicos e empresários. Suas declarações, entretanto, não identificaram nominalmente os responsáveis pelos problemas mencionados na reportagem.
A redução da disponibilidade de ônibus em um dia de votação pode afetar diretamente o acesso às urnas, sobretudo nas regiões em que o transporte coletivo é o principal meio de deslocamento da população.
Nesse contexto, a reivindicação de Lula e do PT coloca a garantia do direito ao voto no centro da discussão. A eventual extensão do horário dependerá de deliberação da Justiça Eleitoral, responsável por avaliar as condições e os procedimentos necessários para a adoção de uma medida excepcional.
O segundo turno presidencial ocorre neste domingo, 25 de outubro, e a controvérsia sobre a circulação de ônibus acrescenta um novo elemento de tensão à jornada eleitoral. Para Lula, os obstáculos ao deslocamento dos eleitores exigem uma resposta das autoridades para evitar que a falta de transporte prejudique o exercício do voto.
*Com informações de Brasil 247

