Membros da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúnem com o petista nesta quarta-feira (7) para discutir as estratégias a serem adotadas para o 2º turno. Em conversa com a imprensa, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT) detalhou prioridades que devem ser adotadas a partir de agora.
De acordo com Guimarães, a campanha deve adotar três linhas de estratégia nesta segunda etapa da corrida ao Palácio do Planalto, envolvendo a “desconstrução da imagem do adversário” e a mobilização da campanha em torno da eleição de Lula. Alguns estados estratégicos, onde articulistas do petista veem margem para melhorar o desempenho de Lula, devem ganhar destaques na agenda.
“[Precisamos] fazer uma um cinturão de ações para mobilizar a nossa militância e também os aliados. E aumentar o nosso percentual percentual de voto naqueles estados que dá para aumentar, diminuir a diferença em São Paulo e Minas, aumentar Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia, que são estados que podem aumentar 2, 3, 4%. É bem razoável a gente largar com a maioria de 5 milhões de votos”, declarou.
Ainda de acordo com o ministro, Lula pode retomar a agenda de viagens nesses estados e deve visitar, ainda neste fim de semana, o estado do Rio Grande do Norte.
Reformulação da campanha
Além da presença “corpo a corpo”, a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, falou da importância da presença nas redes sociais — ambiente onde políticos do campo bolsonarista tendem a ter melhor desempenho.
“A gente também precisa ocupar as redes. São muitas mentiras, são muitas fake news com pessoas que, infelizmente, às vezes, têm acesso a coisas que não sabem nem dividir se é real ou não. Então, hoje eu espero que a gente fale sobre redes, fale do corpo a corpo e que a esquerda precisa voltar para esse lugar de estar no dia a dia com quem mais precisa”, declarou Anielle.
O senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso Nacional, também reforçou a estratégia que mira o desgaste na imagem do candidato do Partido Liberal (PL). De acordo com ele, a campanha também deve mirar contrapontos entre a gestão Lula e a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
“Nós vamos ter tempo agora no segundo turno de comparar o Brasil da fila do osso e do Brasil que saiu do mapa da fome. O Brasil que levou mais de 700 mil compatriotas à morte com a pandemia e o Brasil que reconstruiu o SUS e trouxe a vacina de volta. O Brasil do ódio com o Brasil que procura reconstruir as relações de democracia”, declarou.
Após ter terminado o 1º turno das eleições atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula se reúne em Brasília com jovens políticos que acumularam votação expressiva no domingo (4). O objetivo do encontro, que também reúne lideranças do governo, é reformular a campanha.
Entre os convidados estão nomes que ocuparão a Câmara dos Deputados pela primeira vez, como Pedro Rousseff (PT-MG), Ana Elisa (PT-MG), Rick Azevedo (PSol-RJ) e Fábio Felix (PSol-DF). As deputadas federais Sâmia Bomfim (PSol-SP) e Erika Hilton (PSol-SP) também devem participar.
*Com informações de Metrópoles

