A Operação Mute, ação nacional de combate à entrada e ao uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos no sistema prisional, começou nesta terça-feira (22) no Rio Grande do Norte com uma revista na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), a operação conta com a participação da Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP), por meio da Polícia Penal, e reúne equipes estaduais e federais em ações de fiscalização e inteligência.
O Rio Grande do Norte ganhou destaque na iniciativa pelo histórico de controle das unidades prisionais. Nas edições anteriores da Operação Mute realizadas no estado, as equipes não encontraram celulares ou outros equipamentos eletrônicos proibidos durante as inspeções.
A ação tem como objetivo identificar e retirar materiais ilícitos das unidades prisionais, além de fortalecer estratégias de enfrentamento ao crime organizado dentro e fora dos presídios.
Tecnologia e fiscalização ampliam controle nas unidades
O trabalho da Polícia Penal do RN combina procedimentos operacionais com o uso de equipamentos tecnológicos para ampliar a segurança do sistema prisional. Entre os recursos utilizados estão bodyscans e pórticos detectores de metais, ferramentas que auxiliam na identificação de objetos proibidos.
Além das ações de revista, o sistema prisional potiguar adota medidas estruturais para dificultar o uso de aparelhos eletrônicos. As celas das unidades não possuem pontos de energia elétrica, seguindo recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).
Segundo a SEAP, a medida reduz as possibilidades de carregamento e utilização de dispositivos dentro dos presídios, contribuindo para o controle interno das unidades.
Ação nacional contra dispositivos ilegais
A Operação Mute integra a agenda do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da SENAPPEN, voltada ao fortalecimento da segurança penitenciária no país.
Durante a operação, policiais penais federais e estaduais realizam revistas estratégicas, com apoio de grupos operacionais e equipes de inteligência, para localizar materiais que possam comprometer a segurança das unidades.
A iniciativa busca padronizar procedimentos e ampliar a integração entre os órgãos responsáveis pela administração penitenciária, elevando o controle sobre a circulação de objetos proibidos no sistema prisional brasileiro.

