A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) critica a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de ter derrubado parcialmente o sigilo do caso Master.
A avaliação do PT é de que o levantamento de parte do sigilo ajuda a estancar a crise, mas não a resolve por completo.
Auxiliares de Lula pregam o discurso de que o adversário não é Mendonça, mas que é preciso equidade na disputa eleitoral.
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Interlocutores afirmam que é preciso avaliar a amplitude da decisão. Integrantes da campanha destacam que o PT manterá discurso em defesa da queda do sigilo de todos os detalhes do processo.
“Caberá ao ministro relator agora levantar tudo, jogar luz sobre todo o processo, acabar com suspeitas sobre vazamentos e sigilos seletivos com fins eleitorais”, afirma Éden Valadares, secretário de comunicação do PT.
O partido agora se debruça sobre o material já levantado. A avaliação é de que é preciso manter os olhos sobre a crise no STF e nos impactos na campanha de Lula. A orientação é elevar o debate sobre reforma do Judiciário e adotar um tom mais propositivo.
Uma reunião da executiva nacional da sigla nessa quinta-feira (10) produziu uma resolução em que o partido defende a discussão de mandatos para ministros do STF, critérios para nomeações em tribunais, quarentenas mais duras e a ampliação de participação da sociedade civil em órgãos como o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).
“O sistema de justiça deve garantir os direitos fundamentais do povo brasileiro, e não ser um balcão de negócios de interesses privados”, afirma um trecho do documento.
*Com informações de CNN

