O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf/RN) deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Catálise, que investiga um esquema envolvendo sonegação de ICMS, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de dinheiro no setor de autopeças.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e João Câmara. A ação também resultou no sequestro e bloqueio de um prédio comercial avaliado em R$ 6 milhões, localizado no bairro Dix-Sept Rosado, em Natal.
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), a investigação aponta que o grupo utilizava empresas de fachada ou “satélites”, registradas em nome de terceiros, para dividir artificialmente o faturamento e tentar permanecer dentro do limite do Simples Nacional, reduzindo o valor do ICMS recolhido.

Ainda conforme as investigações, parte do dinheiro movimentado pelo grupo era recebida em espécie e transferida por contas de pessoas físicas antes de ser reinserida na empresa principal. O esquema também teria envolvido a simulação da doação da sede da empresa, com uso de assinatura falsificada, para dificultar medidas de cobrança e proteção patrimonial.
Ao todo, 180 pessoas participaram do cumprimento dos mandados, entre integrantes do MPRN, Polícia Civil, Polícia Militar e servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Durante a operação, foram apreendidos documentos, computadores, celulares, mídias digitais, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie e veículos. A investigação identificou ainda movimentações consideradas suspeitas e um fluxo de mais de R$ 2,8 milhões que teria sido reinserido na empresa principal.

O material recolhido será submetido a análises, inclusive extração forense de dados. As autoridades ainda devem calcular o prejuízo causado aos cofres públicos e avaliar a possibilidade de apresentar denúncia criminal contra os investigados.

