O programa CNH do Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de novos condutores habilitados nos primeiros nove meses de funcionamento. No mesmo período, o número de solicitações para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cresceu 216% em relação a 2025, passando de 2,3 milhões para 7,3 milhões de requerimentos.
Segundo o Ministério dos Transportes, o aumento está diretamente relacionado às mudanças implementadas no processo de obtenção da habilitação, que simplificaram etapas e reduziram custos para os candidatos.
Novas regras ampliaram acesso à habilitação
O programa CNH do Brasil concentrou em uma única plataforma diversas etapas da primeira habilitação. Entre as principais mudanças está a oferta gratuita e digital do curso teórico.
Outra alteração foi a redução da carga horária mínima das aulas práticas, que passou de 20 horas para apenas duas horas. Além disso, os candidatos passaram a contar com a possibilidade de realizar a formação prática com instrutores autônomos, alternativa que ampliou as opções de treinamento.
Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos práticos foram ministrados por instrutores autônomos, o equivalente a 13,2% do total. Os centros de formação de condutores responderam pelos 86,8% restantes.
Nordeste lidera crescimento
Entre as mulheres, o ingresso no processo de habilitação também aumentou. O número de candidatas passou de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026, crescimento de aproximadamente 190 mil novas participantes.
Regionalmente, o Nordeste registrou o maior avanço proporcional no número de processos iniciados, com crescimento de 54,7%. Em seguida aparece a Região Norte, com alta de 31,9%.
Economia estimada em R$ 10 bilhões
De acordo com o Ministério dos Transportes, as mudanças implementadas pelo programa geraram uma economia estimada em quase R$ 10 bilhões para os condutores.
O cálculo considera a redução de despesas com cursos teóricos, formação prática, renovação da habilitação, exames médicos e deslocamentos, já que parte dos procedimentos passou a ser realizada de forma remota.
A expectativa do governo é que a digitalização do processo e a flexibilização das regras continuem ampliando o acesso da população à primeira habilitação.

