PESQUISA
A nova pesquisa DataVero/Diário do RN traz uma novidade a pouco mais de 20 dias para a eleição: a virada de Cadu de Lula sobre Álvaro Dias. Os números mostram o que já se desenhava na evolução das pesquisas anteriores, em que Cadu só cresce e Álvaro cai, enquanto Allyson atingiu seu platô, configurando uma estagnação.
FATOS
Desde a passagem de Lula por Natal, em que pediu votos para Cadu e o vídeo ‘ganhou o mundo’, a situação de Cadu se configurou como crescimento contínuo, mesmo sem grande intensidade, mas sempre em crescimento. O desempenho de Cadu nos debates e o horário eleitoral também tiveram influência no crescimento da candidatura do petista.
MIGRAÇÃO
A migração de votos de eleitores de Lula que escolhiam Allyson como governador, também foi importante no crescimento de Cadu. Em 14 de agosto, 41% do eleitorado de Lula dizia votar em Allyson e apenas 23% desse mesmo universo, admitia votar em Cadu.
MIGRAÇÃO II
Em 10 de setembro, esse percentual mudou significativamente. Cadu passou a ser o preferido de 36% do eleitor que diz votar em Lula para presidente. Saiu de 23% para 36%.
MIGRAÇÃO III
Já Allyson, que beliscava mais de 40% do eleitor de Lula, viu seu percentual reduzido para 35%, o que ainda é muito alto, levando em consideração que o candidato de Lula é Cadu. Porém, a migração ainda pode ter continuidade. É a tendência.
MUDANÇA
Em relação a Álvaro Dias, também houve migração do eleitor de Lula que pretendia votar no ex-prefeito de Natal. Em 14 de agosto, Álvaro tinha 16% de eleitores de Lula; agora, está com pouco mais de 9%.
BOLSONARISMO
Em relação ao eleitor de Flávio Bolsonaro, Allyson mantém um percentual expressivo sem grande oscilação. De 32% a 35% do eleitor bolsonarista diz votar em Allyson. Percentual que faz diferença numa eleição apertada.
BOLSONARISMO II
Em 14 de agosto, Álvaro tinha 54% do eleitorado de Flávio Bolsonaro; agora, tem 49% desse universo. Álvaro Dias tem uma missão clara, a de fazer o bolsonarista deixar de optar por Allyson e migrar para o candidato do PL.
REAÇÃO
Em relação ao bolsonarismo, Álvaro pode até reagir e conseguir pequena migração para sua candidatura, saindo de Allyson. Mas, a questão é outra: Álvaro precisa reagir com suas bases, a classe política que apoia sua candidatura. Afinal, o percentual de Flávio Bolsonaro no RN não ajuda. O próprio Álvaro está melhor que ele no estado.
PLATÔ
A campanha de Allyson entrou no platô, estágio de estagnação, sem quedas expressivas e sem crescimento. Para quem visitou todos os municípios do estado, não tem candidato a presidente e já gastou a munição contra os adversários, não há muito o que fazer, onde buscar oxigênio para voltar a crescer.
SUBIDA
Cadu de Lula é o único que está subindo gradativamente e ainda dispõe de margem para conquistar novos nichos do eleitorado. Ainda é desconhecido de boa parte dos eleitores e outro percentual não sabe que ele é candidato de Lula. Ou seja: tem um potencial gigante de crescimento.

