O apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex-presidente do BC (Banco Central) Armínio Fraga e outros 154 cidadãos brasileiros tornaram público, nesta quarta-feira (9), o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”.
O texto é acompanhado de uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão e tem como objetivo cobrar apuração completa do STF (Supremo Tribunal Federal) diante da crise institucional.
A iniciativa dá continuidade à manifestação tornada pública em 16 de dezembro de 2025, quando um grupo semelhante defendeu a adoção de um código de conduta para a Corte e concluiu com três afirmações: “É oportuno, é necessário e não se pode mais esperar”.
“As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, escreveram no manifesto.
A iniciativa pede urgência às instituições para apurar os fatos, uma vez que “estamos a poucas semanas das eleições”. O documento afirma que a situação alcança ministros do Supremo e as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e do atual Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.”
Diante disso, o conjunto amplo e plural de cidadãos brasileiros subscreveu as seguintes demandas:
- Apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades.
- Afastamento cautelar de quem for formalmente investigado.
- Adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.
O documento reúne assinaturas de empresários, representantes da sociedade civil, juristas e acadêmicos, entre eles as economistas Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi e Elena Landau; o ex-presidente do BC Gustavo Franco; o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega; o compositor Nelson Motta; e o ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente.
Veja a lista completa
- Aldemir Drummond
- Alexandra S. de Vasconcelos Segatin
- Aloísio Araújo Álvaro de Souza
- Amaury G. Bier
- Ana Beatriz Macedo da Costa
- Ana Carla Abrão
- Ana Couto
- Ana Fontes
- Ana Maria Diniz
- Ana Paula Machado Pessoa
- Ana Paula Vescovi
- André Lara Resende
- Anelise Lara
- Antônio Angelo Faragone
- Antônio Carlos Pipponzi
- Antônio Kandir
- Antônio Matias
- Arminio Fraga
- Betânia Tanure
- Candido Botelho Bracher
- Carla Schmitzberger
- Carolina Etlin
- Clarissa Lins
- Cláudio Coutinho Mendes
- Cláudio L. S. Haddad
- Cláudio Manoel
- Clóvis Carvalho
- Conrado Hübner Mendes
- Corrado Varoli
- Cristina Pinotti
- Daniel Slaviero
- Daniella Raimundo
- David Zylbersztajn
- Denis Mizne
- Diego Barreto
- Eduardo Bartolomeo
- Eduardo de Almeida Pires Filho
- Eduardo Mufarej
- Eduardo Muylaert
- Eduardo Sirotsky Melzer
- Eduardo Vassimon
- Elena Landau
- Eliane Aleixo Lustosa
- Eloise Torres Amado
- Eugênio Mattar
- Fábio C. Barbosa
- Fábio Magalhães
- Fábio Penteado Rodrigues
- Fernando Reinach
- Fersen Lambranho
- Flávio Martins Rodrigues
- Francisco de Costa e Silva
- Frederico Trajano
- Georges Grego
- Gerald Reiss
- Grupo “Mulheres do Brasil”
- Guilherme Leal
- Guilherme Passos
- Gustavo Franco
- Gustavo Ioschpe
- Helena Barros
- Hélio Mattar
- Hélio Zylberstajn
- Henri Philippe Reichstul
- Horácio Lafer Piva
- Irina Bullara
- Jackson Schneider
- Jacow Grajew
- Jair Ribeiro
- Jayme Garfinkel
- Jean-Marc Etlin
- Jessika Moreira
- João Amoêdo
- João Fernando G. Oliveira
- João Laudo de Camargo
- João Roberto Teixeira
- Jorge Forbes
- José César (Zeca) Martins
- José Galló
- José Luiz Alquéres
- José Luiz Freire
- José Márcio Camargo
- José Pio Borges
- José Roberto Ópice
- José Vicente
- Levindo O. Coelho Santos
- Lourdes Sola
- Luciano Huck
- Luiz Chrysostomo
- Luiza Helena Trajano
- Lygia Pereira
- Mailson da Nóbrega
- Manuel Thedim
- Marcello Brito
- Marcelo André Lajchter
- Marcelo Barbará
- Marcelo Costa de Oliveira
- Marcelo Kayath
- Marcelo Madureira
- Marcelo Mesquita
- Marcelo P. L. Medeiros
- Marcelo Silva
- Marcos da Veiga Pereira
- Marcos Knobel
- Maria Helena Guimarães de Castro
- Maria Isabel Bocater
- Maria Silvia Bastos Marques
- Martus Tavares
- Maurício Lafer Chaves
- Maurizio Mauro
- Mauro Guizelini
- Mayana Zatz
- Mônica Rennó
- Nelson Motta
- Nildemar Secches
- Oded Grajew
- Oscar Ferreira da Silva
- Oskar Metsavaht
- Patrice Etlin
- Paulo Hartung
- Paulo Kakinoff
- Paulo Niemeyer
- Paulo Paiva
- Paulo Sérgio Galvão
- Pedro Bueno Pedro de Camargo Neto
- Pedro Luiz Barreiros Passos
- Pedro Parente
- Pedro Wongtschowski
- Persio Arida
- Raul Cutait
- Raul Trejos
- Regina Esteves
- Renato Fragelli Cardoso
- Renato Klarnet
- Ricardo Piquet
- Ricardo Steinbruch
- Roberto Castello Branco
- Roberto Luiz Leme Klabin
- Rodrigo Galindo
- Sérgio Mindlin
- Sérgio Ribeiro da Costa Werlang
- Sílvio Meira
- Sônia Hess
- Tanit Galdeano
- Teresa R. Bracher
- Teresa Vendramini
- Tomás da Veiga Pereira
- Verena Alves Peixoto
- Verônica Rezende Coelho
- Vicky Bloch
- Vinícius Carrasco
- Walter Schalka
- Wanda Engel
- Wilson Ferreira Junior
- Wolff Klabin
Leia carta na íntegra
“PELA LEI E PELO BRASIL
Manifesto pela integridade das instituições e dos 3 Poderes
Em dezembro de 2025, uma manifestação que recebeu amplo apoio da sociedade, exigia urgência na adoção de um Código de Conduta para o STF e concluía com três afirmações: é oportuno, é necessário e não se pode mais esperar.
As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais.
As menções alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-Presidente da República e do atual — os dois polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e responsabilidades, com todas as garantias do devido processo.
O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master, indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.
Por isso subscrevemos as demandas abaixo, dirigidas às instituições:
- Apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades.
- Afastamento cautelar de quem for formalmente investigado.
- Adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.
Estamos a poucas semanas das eleições presidencial, legislativa e do executivo estadual.
Não assinamos contra pessoas.
Assinamos em favor das instituições, em favor do Brasil e da regra de ouro que sustenta uma república e a democracia: ninguém pode estar acima da lei.
Brasil, setembro de 2026″star acima da lei.
Brasil, setembro de 2026″
*Com informações de CNN

