ACORDA, ANCELOTTI!
A estreia do Brasil diante do Marrocos deixou uma sensação preocupante. Mais do que o empate, o desempenho coletivo chamou a atenção pela falta de intensidade, velocidade e criatividade. Uma seleção que entra em campo como favorita não pode apresentar um futebol tão previsível e lento. No meio-campo, Casemiro foi um dos principais alvos das críticas. A lentidão na recomposição e a pouca participação ofensiva comprometeram a dinâmica da equipe. O Brasil precisa de mais mobilidade no setor, e uma dupla formada por Fabinho e Bruno Guimarães surge como uma alternativa mais equilibrada para dar sustentação e acelerar a saída de bola. Paquetá também não conseguiu justificar sua permanência entre os titulares. Faltou protagonismo e capacidade de criar jogadas decisivas. Danilo Santos aparece como uma opção interessante para dar mais intensidade e renovação ao setor. Mas é no ataque que mora a maior preocupação. Raphinha atravessa uma fase irregular e Igor Thiago ainda não conseguiu corresponder às expectativas. O setor ofensivo carece de explosão, ousadia e poder de decisão. Diante desse cenário, a aposta nos jovens parece ser o caminho mais lógico. Rayan e Endrick carregam justamente o que está faltando ao time: energia, velocidade, personalidade e confiança. São jogadores que não têm medo de arriscar e podem devolver ao Brasil a agressividade ofensiva que a torcida espera.
MAIOR CARÊNCIA
As laterais são a maior carência da seleção brasileira, sem opções, o jeito é rezar para que Danilo dê conta do recado pelo lado direito, pois conhece pouco a função. Na esquerda, vamos de Douglas mesmo e torcer para que continue se esforçando.
AGIR RAPIDAMENTE
A Copa do Mundo não espera por adaptações demoradas. Insistir em nomes que não entregam rendimento pode custar caro. É hora de mudar, dar oportunidades a quem vive melhor momento e, acima de tudo, resgatar a identidade de uma seleção que sempre se destacou pela criatividade, intensidade e poder ofensivo.
HAITI TEM VELOCIDADE
O Haiti perdeu para a Escócia mas mostrou qualidade. A principal arma haitiana é a transição rápida. Quando recupera a bola, a equipe acelera pelos lados do campo e tenta surpreender as defesas adversárias. Um jogo que não interessa ao Brasil.
NEYMAR FORA
No período de transição, Neymar está fora do jogo contra o Haiti e o ideal é ficar de fora também do jogo contra a Escócia. Se Ancelotti escalá-lo na última rodada correrá o risco de estourar o camisa 10.
Neymar precisa estar 100% caso contrário irá se lesionar novamente.
DISCIPLINA TÁTICA
Embora não tenha grandes estrelas internacionais, o Haiti costuma atuar de forma organizada, com linhas compactas e forte comprometimento defensivo. Por isso a importância de jogadores mais técnicos e criativos no meio-campo brasileiro.
SÉRIE D
Neste final de semana começa a disputa do primeiro mata-mata da Série D. América e ABC jogam no mesmo estádio contra Fluminense e Altos. Dois jogos para convencer os torcedores e mostrar que estão prontos para brigar pelo acesso.

