Viralizou nas redes sociais um suposto comunicado de uma escola de São Paulo proibindo que mães buscassem seus filhos utilizando roupas “polêmicas”, como shorts de academias e camisas decotadas. As informações são do Extra.
O texto vem sendo republicado por diversos perfis, do X ao Instagram: “Segundo publicações que circulam nas redes sociais, peças como shorts muito curtos, roupas extremamente justas e blusas decotadas teriam sido desencorajadas pela direção. A medida não proibiria a presença dos responsáveis na porta da instituição, mas impediria o acesso ao interior da escola utilizando essas vestimentas”.
Embora não seja possível comprovar a veracidade do comunicado, internautas reagiram ao suposto informe: “Brasil já virou prostíbulo a céu aberto, espalhada por todo canto…”, disse uma usuária do Threads.
“Já assisti mãe indo à escola usando esses trajes e a aluna sua filha ficar constrangida com os comentários dos colegas. É inadequado e desnecessário. Pura exibição”, disse outra.
Outras defendem as mães que preferem as roupas consideradas “impróprias”: “Voltamos aos tempos dos puritanos onde organizações ditam as roupas de mulheres adultas?”. Outra pergunta se virou proibido ser gostosa: “Ciúmes do marido olhando a mãe do coleguinha do filho”.
Em 2017, uma escola no bairro de Boa Viagem, no Recife, ficou famosa após enviar uma circular, assinada pela direção do colégio, pedindo que os responsáveis usassem “roupas menos curtas, menos decotadas e menos extravagantes”.
“O Colégio é o lugar onde seus filhos permanecem por mais de uma década, e formamos uma FAMÍLIA”, dizia a circular: “A maneira como nos apresentamos em público diz muito de cada um, portanto, bom senso e discrição são marcas de uma sociedade educada e moderna”.
Alguns anos depois, em 2022, uma advogada boliviana virou centro de debate nas redes brasileiras após usar um macaquinho fitness para levar o filho, de 4 anos, para a escola em Santa Cruz de La Sierra.
Na época, defensores da mulher disseram que ela sofria de “gostosofobia”: “”Meu deus, a gostosofobia. O menino não pode ter a mãe bonita que querem expulsar o garoto, coitado”, escreveu uma internauta.

