A acusação formal contra o ex-presidente cubano, Raúl Castro, pelo governo Trump visa pressionar ainda mais o regime a aceitar um acordo para abrir sua economia — deixando claro que a ação militar agora é uma opção, caso o presidente americano assim o deseje.
As acusações feitas nesta quarta-feira (20) contra o Castro, informou a CNN, significam que os EUA agora têm o pretexto necessário para uma operação de captura, semelhante à operação na Venezuela que depôs o ditador Nicolás Maduro e instaurou uma liderança mais amigável.
Mas, com a Casa Branca já ocupada com a guerra contra o Irã, há pouca crença de que outra operação militar seja iminente, pelo menos por enquanto, disseram ex-diplomatas e pessoas próximas à Casa Branca.
“O governo não quer realmente prosseguir com a ação militar neste momento, mas obviamente está preparando o terreno para isso”, disse Ricardo Zúñiga, ex-funcionário sênior do Departamento de Estado durante o governo Biden.
“Isso potencialmente cria poder de barganha”, acrescentou Zúñiga.
Em vez disso, as autoridades de Trump têm procurado forçar Cuba a um acordo, pressionando cada vez mais sua economia e liderança, na esperança de que a nação seja finalmente forçada a fazer concessões que enfraqueçam o domínio de décadas do regime de Castro.
Isso ainda não produziu um avanço, para frustração de Trump e sua equipe. Mas o presidente continua insistindo que as táticas de linha dura dos EUA acabarão gerando resultados.
“Cuba é uma nação falida […] E vamos resolver isso”, disse Trump na terça-feira (19).

