O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou duramente os Emirados Árabes Unidos por “se recusarem a condenar” os ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, acusando o país de estar “diretamente envolvido na agressão”.
Araghchi afirmou nesta quinta-feira (14) que os Emirados Árabes Unidos demonstraram “apoio a um ato de agressão não provocado”, durante um discurso para ministros das Relações Exteriores do Brics – bloco das principais economias emergentes – em Nova Délhi, na quinta-feira (14).
“Em meu discurso, não mencionei os Emirados Árabes Unidos nominalmente, para preservar a unidade”, disse ele.
“Mas, na realidade, devo dizer que os Emirados Árabes Unidos estiveram diretamente envolvidos na agressão contra o meu país”, acrescentou Araghchi, um dia após relatos de uma reunião a portas fechadas entre líderes israelenses e emiratis durante a guerra.
“Quando essa agressão começou, eles se recusaram até mesmo a condená-la”, concluiu Araghchi. “Eles nem sequer condenaram o ataque brutal a uma escola logo no primeiro dia da agressão”, referindo-se ao ataque mais letal da campanha EUA-Israel até o momento, que matou pelo menos 168 crianças e 14 professores em uma escola no sul do Irã.
Na quarta-feira (13), ele publicou um alerta no X afirmando que “a aliança com Israel” é “imperdoável”, aparentemente em resposta às notícias sobre o encontro entre os Emirados Árabes Unidos e Israel.
Um grupo de diplomatas, incluindo mediadores importantes entre Teerã e Washington, provavelmente participará da cúpula do Brics na quinta e sexta-feira (15) – enquanto negociações paralelas ocorrem em Pequim entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, um aliado do Irã.
*Com informações de CNN

