RETROVISOR
A governadora Fátima Bezerra precisa superar o trauma de não ter sido candidata ao Senado.
Quando vai falar, olha pelo retrovisor e enxerga Walter Alves como o responsável por sua não candidatura. Ela deve virar a página. Afinal, ela foi a grande responsável por Walter não continuar como seu aliado.
TRATAMENTO
O governo Fátima não tratou bem seus aliados. No caso específico de Walter Alves, que seria a figura central de respaldo ao nome de Fátima ao Senado, o filho de Garibaldi foi desrespeitado, menosprezado e praticamente abandonado, sem espaço expressivo na gestão que ajudou a eleger.
VISÃO
Caso Fátima tivesse tido a visão da importância que Walter teria em seu projeto de voltar a ser senadora, deveria ter dispensado um tratamento diferente ao então aliado e peça fundamental no futuro projeto. Porém, isso é tradição em matéria de PT, que não valoriza aliados; usa-os enquanto pode e depois cobra o que nunca deu.
TRAVAMENTO
Por falar em PT, a entrevista do secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, revela que o partido tem prejudicado o andamento de obras na capital sem justificativa técnica, alimentando as suspeitas de travamento político pelo prefeito ser adversário da gestão petista.
ATRASO
É possível haver retenção de recursos de um ente para outro. Porém, é necessário que tenha justificativa técnica ou financeira para o atraso. Pelo que se vê, não é o caso da obra da Praia do Meio, que já vai completar dois anos sem receber nenhum repasse do governo federal.
SEM CONVITE
Por falar no secretário Vagner Araújo, ele disse a esse colunista que não foi convidado pelo marqueteiro João Santana para trabalhar na campanha de Allyson Bezerra; e, se fosse, não aceitaria pelo compromisso que tem com o prefeito Paulinho Freire.
PARCERIA
Vagner disse ainda que já trabalhou em parceria com João Santana, mas nunca no RN. Ele evita aceitar convite do publicitário para trabalhos em solo potiguar.
ERROS
O ex-prefeito Álvaro Dias precisa mudar o disco em relação à engorda de Ponta Negra. Enquanto ele não assumir que houve erros na drenagem e que o problema precisa ser resolvido, o ‘muído’ vai ser somente em torno dos aspectos negativos. Quando o autor admite erro e provoca correção, se engrandece e estanca a sangria negativa.
EXEMPLO
Um caso recentíssimo de como um tema negativo pode ser estancado foi dado pela deputada Carla Dickson. Ao pedir ‘perdão’ à vereadora Nina Souza publicamente por falas das quais se arrependeu, ela ‘matou’ o assunto, que renderia muito ainda se ela tivesse insistido em teses como interpretação da imprensa ou equívoco a respeito do que ela realmente disse. Assumiu o erro, pediu desculpa e o assunto foi enterrado.
GOLPE
Impressiona a desfaçatez política de alguns. Um grupo que apoiou quem quis dar um golpe de Estado no Brasil, tem como plataforma principal fortalecer quem tem compromisso em cassar ministros do Supremo Tribunal Federal.
DITADURA
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, conseguiu aparecer na política nacional não por méritos administrativos; apareceu por ‘comprar briga’ com o ministro Gilmar Mendes. Esse Zema é o que disse que não iria responder se houve ou não ditadura no Brasil: “É questão de interpretação”.
DESVIO
O PT não consegue aprender com os próprios erros. Realiza um encontro nacional e faz um manifesto com vários pontos positivos das gestões de Lula e compromissos com o futuro do País e com a democracia. Porém, o partido terminou desfocando os temas importantes por causa de um banner pedindo a volta do ditador Nikolas Maduro.

