Luciano Teixeira dos Santos, de 46 anos, que morreu após ser baleado ao tentar impedir um assalto em Moema, zona Sul da capital paulista, na manhã de domingo (19), chegou a gritar “aqui não” aos assaltantes.
De acordo com o boletim de ocorrência,um casal de advogados saiu de seu apartamento e estava a caminho da Igreja Católica Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Moema quando foi surpreendido por um suspeito em uma moto estacionada no recuo do prédio.
Armado, o assaltante ameaçou o casal e exigiu as alianças, pedido que foi inicialmente acatado pelas vítimas.
Neste momento, Luciano, que passava pelo local, foi em direção ao casal e decidiu intervir. Ele avançou em direção ao suspeito e chegou a entrar em confronto físico com o rapaz.
O assaltante, então, atirou contra ele, que foi atingido na cabeça. Ele foi socorrido em estado gravíssimo pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado ao Hospital São Paulo, onde teve a morte constatada.
Durante a ação, o suspeito utilizava uma mochila de entregas da empresa Keeta e um capacete. Após os disparos ele fugiu do local e ainda não foi localizado.
Em nota, a empresa repudiou veementemente a atitude de criminosos que se passam por entregadores e ressaltou que possui um rigoroso sistema de cadastramento de trabalhadores.
A empresa ainda explicou que as mochilas oficiais da empresa são numeradas e vinculadas ao cadastro do parceiro, e se comprometeu a colaborar com as autoridades.
O caso é investigado pela Polícia Civil e foi registrado no 27º Distrito Policial, do Campo Belo.
*Com informações de Agencia Brasil

