O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra a OTAN ao classificar a aliança como “inútil” e um “tigre de papel”, em meio às tensões recentes no Oriente Médio.
A declaração foi feita após a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo. As informações são do Diário do Poder.
Segundo o próprio Trump, a crítica ocorreu depois de a OTAN oferecer apoio aos Estados Unidos para garantir a segurança da região.
O presidente afirmou que dispensou a ajuda, alegando que a aliança não atuou quando foi necessária durante o período de maior tensão.
Em publicação nas redes sociais, ele disse que a organização deveria “ficar de fora”, sugerindo que sua utilidade seria limitada naquele momento.
O episódio está diretamente ligado à escalada envolvendo o Irã e o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Durante o auge da crise, aliados europeus resistiram a se envolver militarmente na operação liderada por Washington, o que gerou atritos com a Casa Branca.
A insatisfação do governo americano com a postura dos países europeus não é recente.
Trump tem reiterado críticas à falta de apoio de membros da OTAN em ações militares e logísticas, especialmente no contexto do conflito com o Irã.
Em declarações recentes, ele também apontou que aliados não autorizaram o uso de bases e espaços aéreos, o que, segundo ele, comprometeu operações estratégicas dos Estados Unidos.
Apesar das críticas, a OTAN procurou evitar confronto direto.
O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, tem adotado um discurso mais moderado, reconhecendo diferenças entre os membros, mas mantendo a cooperação como prioridade em meio ao cenário de instabilidade internacional.
As declarações de Trump reforçam uma linha já conhecida de sua política externa, marcada pela cobrança de maior participação dos aliados e pela defesa de que os Estados Unidos não devem arcar sozinhos com os custos e riscos de operações internacionais.
Nesse contexto, a crítica à OTAN surge como mais um capítulo do desgaste entre Washington e parceiros europeus diante de conflitos no Oriente Médio.

