O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) afirma que o deputado federal cassado Alexandre Ramagem, preso em Orlando nesta segunda-feira (13/4), está sujeito a deportação. A informação consta em documento obtido pelo portal Metrópoles.
De acordo com o documento, Ramagem foi admitido nos EUA no dia 11 de setembro de 2025, com um visto B-2, no formato visitante não imigrante para turismo. O prazo de permanência no país era até 10 de março de 2026.
O DHS afirma que o brasileiro continuou no país após o vencimento da permissão. “Fica determinado que você está sujeito à remoção (deportação) dos Estados Unidos, nos termos da Lei de Imigração e Nacionalidade”, diz trecho.
Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) e levado para um centro de detenção devido a questões migratória. Ele perdeu o passaporte diplomático após ter o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025.
Em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição de Alexandre Ramagem à Embaixada do Brasil em Washington, que enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA.
Investigadores da PF descobriram que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR). A investigação apurou que, após chegar a Roraima, ele seguiu de carro e cruzou a fronteira – onde apenas um rio separa os dois países.
A fuga ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para condená-lo. Com isso, o magistrado decretou a prisão de Ramagem.
Já na Guiana, Ramagem embarcou para Miami (EUA). Há registro da chegada dele em 11 de setembro no país norte-americano. Ele chegou ao território norte-americano sozinho, mas passou a viver no país acompanhado da esposa e dos filhos.
PF fala em “cooperação internacional” com os EUA
Em comunicado, a Polícia Federal (PF) afirmou que a prisão de Alexandre Ramagem ocorreu “em cooperação internacional entre Brasil e EUA.
“A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, diz a PF.

