Conflitos entre o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) Gilberto Waller e o ministro da previdência, Wolney Queiroz, teriam pesado para a substituição no comando da autarquia
Os entornos, tanto do ministro quanto do agora ex-presidente do órgão, afirmam que a relação era conflituosa e que os dois não se davam bem, o que pesou para a demissão de Waller.
Aliados de Waller afirmam que ele foi pego de surpresa com a decisão de que seria substituído no comando do órgão.
Waller foi comunicado sobre a demissão pelo secretário-executivo da pasta e não pelo ministro da Previdência, que foi um dos poucos titulares a permanecer no cargo após o período de desincompatibilização eleitoral.
Wolney foi nomeado ministro dois dias após a definição do comando do INSS, no auge da crise gerada pelas investigações de fraudes bilionárias no órgão, que colocavam o ex-presidente Alessandro Stefanutto no epicentro das denúncias.
A substituição, à época, foi orientada pelo próprio Palácio do Planalto, com a articulação de ministros com Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que estava na Secretaria de Relações Institucionais, e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
A nota oficial com a substituição de Waller pela servidora de carreira, Ana Cristina Silveira foi publicada às 10h57. Nove minutos depois, o site do INSS trouxe a publicação do que chamou de “marca histórica de produtividade” sobre a redução da fila órgão de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março.
*Com informações de CNN

