O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) acompanhou, ao longo do mês de março, a variação dos preços dos combustíveis na capital potiguar. O monitoramento foi realizado durante quatro semanas e identificou oscilações nos valores, influenciadas, principalmente, pelo cenário internacional.
De acordo com o órgão, o preço do petróleo tipo Brent, referência global, chegou a US$ 115,13 no dia 30 de março, uma alta de 2,27% em relação ao dia anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ao todo, foram pesquisados 40 postos distribuídos pelas quatro regiões da cidade.
Na primeira semana do levantamento (9), o preço médio da gasolina era de R$ 6,93. Já o diesel S-10 também registrava R$ 6,93, enquanto o etanol custava R$ 5,92 e o GNV, R$ 5,92. Na semana seguinte (16), os preços subiram: a gasolina passou para R$ 7,33 e o diesel S-10 para R$ 7,32. O etanol teve leve aumento, chegando a R$ 5,94, enquanto o GNV caiu para R$ 5,25. Na terceira semana (23), a gasolina atingiu R$ 7,38 — o maior valor do período — e o diesel S-10 chegou a R$ 7,43. O etanol foi registrado a R$ 5,96 e o GNV a R$ 5,21. Já na última semana do mês (30), houve redução nos preços. A gasolina caiu para R$ 6,80, o diesel S-10 para R$ 7,18, o etanol para R$ 5,50 e o GNV para R$ 5,17.
No balanço geral, a gasolina acumulou queda média de R$ 0,58 entre o maior e o último valor registrado no mês. O diesel S-10 também apresentou redução, de R$ 0,25 no mesmo período. O etanol seguiu tendência semelhante, com aumento nas semanas intermediárias e queda na última, registrando redução de até R$ 0,46. Já o gás natural veicular (GNV) apresentou alta no início do mês e redução gradual nas semanas seguintes. Ainda em março, no dia 13, a Petrobras reajustou o preço do diesel para as distribuidoras em R$ 0,38. Para a gasolina, não houve aumento oficial.
Para tentar conter os preços, o Governo Federal adotou medidas como a Medida Provisória nº 1.340/2026, que prevê incentivo à produção e importação de diesel, além do Decreto nº 12.875, que trata da desoneração tributária. A estimativa é de uma redução de até R$ 0,64 por litro ao consumidor final.
Além do monitoramento, o Procon Natal também realizou fiscalizações após denúncias de consumidores. Ao todo, 26 postos foram vistoriados. Durante as inspeções, foram feitos testes para verificar se a quantidade de combustível fornecida estava correta (aferição de 20 litros, conforme padrão do Inmetro) e para avaliar a qualidade do produto, como o teor de etanol na gasolina. Nenhuma irregularidade foi constatada. No entanto, os estabelecimentos foram notificados a apresentar notas fiscais no prazo de dez dias, para análise de possíveis aumentos sem justificativa.

