O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou nesta sexta-feira (27) que seu grupo político no PSOL, o “Movimento por uma Revolução Solidária”, permanecerá no partido para a disputa das eleições de 2026. A decisão encerra uma série de rumores de que o ministro estaria articulando sua ida para o Partido dos Trabalhadores (PT). As informações são da Jovem Pan.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o grupo — que também conta com a deputada federal Erika Hilton — justificou a permanência como uma medida de “responsabilidade política”. Segundo a nota, a saída imediata dessas lideranças tornaria “praticamente impossível” que o PSOL ultrapassasse a cláusula de barreira, o que levaria à inviabilização institucional do partido.
“Uma saída imediata destas figuras do PSOL tornaria praticamente impossível ao partido ultrapassar a cláusula de barreira, levando à sua inviabilização institucional”, diz a nota.
Apesar da permanência no partido, Boulos e seus aliados classificaram como um “grave erro” a decisão da maioria do partido em rejeitar a federação com o PT para as eleições deste ano. Para o movimento, a união seria essencial para fortalecer o campo progressista.
O texto também rebate críticas internas, mencionando “ataques públicos rebaixados” vindos de setores do próprio PSOL que, segundo o grupo, estariam acostumados a “apostar na eterna divisão da esquerda” e a expor polêmicas em redes sociais para desqualificar lideranças.
“Seguiremos debatendo nossos rumos políticos e partidários, motivados pela defesa unidade do campo progressista contra o fascismo e por um projeto de esquerda que busque formar maiorias populares. Este projeto é liderado pelo Presidente Lula e com ele estaremos lutando em cada canto do Brasil por sua reeleição”, finaliza a nota.

