O processo que Pedro Henrique Espindola abriu contra a Globo por causa do BBB 26 fez um dos segredos do reality vir à tona. Entre os documentos anexados na ação, os advogados do ambulante expuseram o contrato que ele assinou como participante da atração comandada por Tadeu Schmidt, incluindo os valores pagos a anônimos.
De acordo com os documentos, a Globo paga R$ 10,5 mil em uma parcela única para os anônimos que entram na atração. Além disso, cada um deles ganha mais R$ 500 a cada semana que conseguem permanecer no programa. Com base nisso, a defesa de Pedro alega que ele deveria receber cerca de R$ 11 mil.
Caso alguém saia antes de sete dias completados, a Globo paga um valor proporcional. A emissora também diz que, caso a pessoa ganhe um documentário, recebe R$ 100 mil.
O contrato é válido até fim de julho, mas pode ser finalizado 60 dias antes, no fim de maio, de forma gratuita, caso a emissora e o participante assim o desejem. No período, Pedro e qualquer participante não podem dar entrevistas sem autorização.
Pelas publicidades que eles realizam dentro da atração, uma surpresa: a Globo não paga qualquer quantia. Os participantes só recebem quando fecham acordos comerciais para suas redes sociais, que são gerenciadas pela empresa.
A Globo também estipula em contrato que os participantes devem manter sigilo sobre qualquer cláusula do acordo até o fim da vida. Caso isso não seja cumprido, o participante pode pagar uma multa de R$ 1,5 milhão.
A coluna apurou que a área jurídica da emissora fará essa cobrança a Pedro por causa da ação aberta pelos advogados dele. Como o processo não está em sigilo, os contratos e a ação vazaram para imprensa e fãs do reality show —algo que jamais havia acontecido.
Por fim, com o contrato assinado, a Globo pode explorar a imagem dos participantes dentro do BBB para sempre. Inclusive, o vínculo libera a exibição dos participantes pelados ou em situações íntimas, se a Globo achar importante.
ENTENDA O PROCESSO
Pedro Henrique processou a Globo e pediu uma indenização de R$ 4,2 milhões por quebra de contrato e por dano moral e material. Ele também pede a anulação da rescisão de seu contrato de participação do reality.
O paranaense pediu para sair do programa em 18 de janeiro após tentar beijar à força a colega Jordana Morais dentro do reality show da Globo. O caso levou à abertura de investigação pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
No início de fevereiro, ele foi indiciado sob suspeita de importunação sexual. A apuração foi conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, que analisou as imagens do programa.
*Com informações de Folha de São Paulo

