O Irã ampliou o escopo de seus ataques à infraestrutura energética dos vizinhos nesta quinta-feira (19), após receber um ultimato do presidente Donald Trump e de países árabes e islâmicos reunidos em Riad, na Arábia Saudita.
Em seu vigésimo dia, a guerra do Oriente Médio iniciada pelo americano e por Israel toma contornos dramáticos no setor energético, com o preço do gás no mercado europeu chegando a subir 35% nesta manhã, antes de se estabilizar numa alta de 15%.
O petróleo, que já vinha em alta devido ao virtual fechamento do estreito de Hormuz, quase bateu nos US$ 120 o barril referencial Brent.
Na noite de quinta (18) e nesta madrugada, a teocracia empreendeu uma grande retaliação após Israel atingir com força instalações iranianas de extração de gás natural nos 40% que o Irã controla do maior campo do produto do mundo, cujos outros 60% são do Qatar.
A ação foi direcionada principalmente ao emirado, maior produtor do gás natural liquefeito. O alvo foi o centro de processamento e embarque da commodity de Ras Laffan, que foi incendiada. Segundo a estatal QatarEnergy, “os danos foram extensos” e a produção, paralisada desde o dia 2, não tem data para ser retomada.
Ras Laffan é o principal ponto de exportação da commodity no mundo, com 19% do mercado. China e Índia são os principais destinos do gás de lá.
Na noite de quinta, Trump escreveu que Israel não iria mais atacar o campo iraniano, que no país é chamado de Pars Sul. Mas ameaçou. “Se o Irã decidir de forma imprudente atacar os muito inocentes, no caso o Qatar, […] os EUA vão, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, explodir maciçamente a totalidade do campo de gás de Pars Sul”, disse o republicano na Truth Social.
Na noite de quinta (18) e nesta madrugada, a teocracia empreendeu uma grande retaliação após Israel atingir com força instalações iranianas de extração de gás natural nos 40% que o Irã controla do maior campo do produto do mundo, cujos outros 60% são do Qatar.
A ação foi direcionada principalmente ao emirado, maior produtor do gás natural liquefeito. O alvo foi o centro de processamento e embarque da commodity de Ras Laffan, que foi incendiada. Segundo a estatal QatarEnergy, “os danos foram extensos” e a produção, paralisada desde o dia 2, não tem data para ser retomada.
Ras Laffan é o principal ponto de exportação da commodity no mundo, com 19% do mercado. China e Índia são os principais destinos do gás de lá.
Na noite de quinta, Trump escreveu que Israel não iria mais atacar o campo iraniano, que no país é chamado de Pars Sul. Mas ameaçou. “Se o Irã decidir de forma imprudente atacar os muito inocentes, no caso o Qatar, […] os EUA vão, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, explodir maciçamente a totalidade do campo de gás de Pars Sul”, disse o republicano na Truth Social.
A crise fez com que 12 países árabes e islâmicos se reunissem na capital saudita para emitir o seu ultimato ao Irã. O comunicado pede que Teerã pare de atacar os vizinhos, “que se reservam o direito de se defender”.
Até aqui, os países atacados apenas tentam abater mísseis e drones, evitando entrar na guerra em si ao lado de americanos e israelenses. “O Irã até aqui não entendeu ou não quis entender a mensagem”, afirmou o chanceler saudita, príncipe Faisal bin Farhan.
*Com informações de Folha de São Paulo

