A discussão sobre fibromialgia e doenças raras ganhou espaço na agenda pública de Natal nesta sexta-feira (27), durante o 1º Seminário Municipal sobre o tema. O encontro reuniu profissionais da saúde, servidores públicos e pacientes para tratar de diagnóstico, acompanhamento e garantia de direitos.
A programação incluiu palestras sobre critérios clínicos para identificação da fibromialgia e de outras doenças raras, além de orientações sobre acompanhamento médico e práticas complementares, como atividade física supervisionada. Especialistas ressaltaram que a identificação precoce e o acompanhamento contínuo são determinantes para reduzir impactos na qualidade de vida.
Embora atinja milhares de pessoas, a fibromialgia ainda enfrenta desafios relacionados ao reconhecimento social e ao acesso a tratamento adequado. A condição é caracterizada por dores musculares crônicas e difusas, fadiga e alterações no sono, sintomas que muitas vezes são subestimados ou associados equivocadamente a fatores exclusivamente emocionais.
Durante o seminário, pacientes relataram a dificuldade de obter diagnóstico e compreensão social sobre a doença. A dona de casa Nelly Rodrigues, diagnosticada com fibromialgia, destacou a importância de espaços de debate. Segundo ela, momentos como esse ajudam a ampliar a compreensão sobre uma condição que ainda é cercada por desinformação. “Não são dores isoladas nem algo da nossa cabeça. São dores reais”, afirmou.
Além da troca de informações, o encontro também abordou a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas a pessoas com doenças raras, incluindo acesso a atendimento especializado e suporte multiprofissional.
O seminário foi encerrado com uma mesa de perguntas e respostas, em que especialistas orientaram os participantes sobre caminhos para diagnóstico e acompanhamento no sistema público de saúde.

