Em 2025, a taxa anual de desocupação do Rio Grande do Norte (8,1%) recuou 0,6 ponto percentual frente ao resultado de 2024 (8,7%), renovando o piso histórico da série iniciada em 2012.
No quarto trimestre de 2025, a taxa foi calculada em 6,7%, uma redução de 2,0 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2024 (8,7%), o que representa 31 mil pessoas a menos desocupadas de um ano para o outro. Em comparação com o terceiro trimestre de 2025 (7,5%), a diferença foi de -0,8 p.p.
As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad Contínua Trimestral, divulgada hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Outros 19 estados também registraram as suas menores taxas anuais em 2025, com destaque para Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). Na Região Nordeste, a menor desocupação foi registrada na Paraíba (6,0%). No país, a taxa anual de desocupação (5,6%) recuou 1,0 p.p. frente ao resultado de 2024 (6,6%).
“A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.

No quarto trimestre, a variação na taxa de desocupação foi acompanhada pelo aumento de 1 p.p no nível de ocupação, que ficou em 49,5%, assim como na taxa de participação na força de trabalho, que com uma diferença positiva de 0,6 p.p ante o trimestre anterior, chegou a 53,1% nos meses finais de 2025.
No total, havia 1,412 milhão de pessoas ocupadas e 101 mil pessoas desocupadas no Rio Grande do Norte no trimestre de outubro-novembrodezembro. No trimestre anterior, eram 1,395 milhão de pessoas ocupadas e 113 mil desocupadas.
O IBGE estima que houve uma diminuição de 29 mil pessoas na população fora da força de trabalho, caindo de 1,365 milhões no terceiro trimestre para 1,337 milhões de pessoas no quarto.
O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no RN ficou em situação de estabilidade, ao valor de R$ 2.838, diferença de R$ 9 ante o rendimento médio do trimestre terminado em setembro (R$ 2.830).
Taxa de informalidade foi de 39% no RN em 2025, menor em dez anos
Em 2025, a taxa de informalidade foi de 39% no Rio Grande do Norte. Essa é a menor taxa anual observada no estado desde 2016 e a primeira vez em dez anos que o número fica abaixo dos 40%. A taxa de informalidade potiguar ficou abaixo da Região Nordeste, calculada em 50,8%, mas acima da média nacional, de 38,1%.

Já no quatro trimestre de 2025, taxa de informalidade ficou em 42,1% no RN, número considerado estável em relação ao trimestre anterior. O IBGE estima que havia 594 mil pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas, em situação de informalidade na semana de referência da pesquisa. No trimestre terminado em setembro, eram 585 mil.
Na comparação com o último trimestre de 2024, quando a informalidade ficou em 42,5% no estado, a diferença foi de 0,4 p.p.
Assim como a taxa anual, a taxa de informalidade no último trimestre do ano no Rio Grande do Norte ficou abaixo da Região Nordeste (49,7%), mas acima da média nacional (37,6%). Em todo o País, mais de 38,7 milhões de pessoas estavam em situação de informalidade nos últimos meses de 2025.
Pessoal desalentado volta a crescer no quarto trimestre
A Pnad Contínua estimou a presença de 73 mil pessoas desalentadas no Rio Grande do Norte no trimestre terminado em dezembro de 2025, uma variação de 6,7% em relação ao trimestre anterior (69 mil desalentados).
Frente ao quarto trimestre de 2024, quando havia cerca de 72 mil desalentados no estado, a variação foi de 2,5%.
Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho, ou seja, não estão trabalhando nem procurando emprego, mas gostariam de trabalhar e estariam disponíveis para assumir um trabalho se ele aparecesse. Se enquadram nessa categoria quando desistem de procurar emprego devido à falta de experiência, de idade, ou por acreditarem que não há oportunidades de emprego na sua localidade, entre outras razões.
No quarto trimestre, as pessoas desalentadas representaram 5,4% do pessoal fora da força de trabalho no RN, grupo também composto, em geral, por estudantes, aposentados, pessoas dedicadas a atividades domésticas, entre outros grupos de pessoas que não têm intenção ou disponibilidade de entrar no mercado de trabalho no momento.
No total, havia 1,337 milhões de pessoas fora da força de trabalho no estado, sendo que 128 mil estavam na força de trabalho potencial, ou seja, pessoas (de 14 anos ou mais de idade) que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência, mas com potencial de se transformarem em força de trabalho.

