O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (15) que a pandemia da Covid-19 mostrou a força do SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil.
“O SUS atendia mil pessoas. Se um morresse, só saía notícia daquele que morreu. Dos mil que se curaram não se falava nada. Veio a Covid-19 para provar. Por isso que eu digo que Deus escreve certo por linhas tortas. A Covid deu ao SUS a oportunidade de falar: não existe, no mundo inteiro, nenhum país com 100 milhões de habitantes que tenha um sistema de saúde integral como o nosso SUS”, disse.
A fala ocorreu durante a inauguração da nova emergência do Hospital Federal Cardoso Fontes no Rio de Janeiro (RJ). O prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participaram do evento ao lado do presidente.
Na ocasião, Paes afirmou que precisou realizar evento com Lula durante o Carnaval porque ele deve renunciar ao cargo em março para concorrer ao governo do Rio nas eleições deste ano.
“É uma data que não costumamos fazer eventos oficiais, mas são tantas as entregas que temos com o presidente aqui no Rio de Janeiro, que eu falei: presidente, não sei se o senhor já sabe, mas estão dizendo que eu vou renunciar em março e não dá tempo de celebrarmos todas as entregas aqui”, disse o prefeito.
O presidente Lula também convocou apoiadores a fazerem de 2026 “o ano da verdade” e combater as fake news, durante o evento.
“Esse ano é o ano que vamos estabelecer regras de debate político em que a verdade vai prevalecer. Regras em que, quem estiver mentindo, vai ser responsável pela mentira que contar. O que vamos fazer é isso: mostrar, desafiar, comparar o que aconteceu nesse país”, afirmou.
O Carnaval de Lula
À noite, Lula deve comparecer ao desfile de Carnaval no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, onde irá acompanhar o enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageará o chefe do Executivo, no camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de Eduardo Paes.
A homenagem virou alvo da oposição, que acionou o Tribunal Superior Eleitoral e pediu que a presença de Lula fosse barrada, além de questionar publicações nas redes e até o próprio samba-enredo. O TSE decidiu que não faria censura prévia, mas afirmou que o caso pode envolver propaganda antecipada e manteve o processo aberto.
A CNN mostrou que o PT (Partido dos Trabalhadores) publicou uma série de orientações aos militantes para que o Carnaval não ganhe ares de campanha antecipada. A oposição promete acompanhar o desfile com lupa em busca de eventuais deslizes.
No sábado (14), o presidente deu início à agenda de Carnaval em Recife, onde participou do Galo da Madrugada ao lado da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), do prefeito João Campos (PSB) e da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Depois, seguiu para Salvador, onde assistiu à festa no circuito Campo Grande, em um camarote do governo do estado. Estava ao lado da primeira-dama Janja, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
*Com informações de CNN

