Com a aproximação do Carnaval, cresce o número de viagens e, junto com elas, a preocupação dos tutores sobre onde e com quem deixar seus animais de estimação. Em meio a esse cenário, a hospedagem domiciliar para pets tem se consolidado como uma alternativa cada vez mais procurada. A proposta é simples, mas eficiente: em vez de levar o animal para um hotel ou creche, o profissional vai até a casa do tutor e cuida do pet no próprio ambiente onde ele já está acostumado a viver.
Conhecido pelo termo em inglês “pet sitter”, esse tipo de serviço inclui visitas diárias ao domicílio do animal para garantir alimentação conforme orientação do responsável, passeios, estímulo físico, organização da rotina e limpeza do espaço onde o pet permanece. O objetivo é manter o dia a dia o mais próximo possível do habitual, reduzindo o estresse causado por mudanças bruscas de ambiente e evitando problemas de adaptação ou de convivência com outros animais.
Além da comodidade para o tutor, a hospedagem domiciliar oferece uma atenção individualizada ao pet, respeitando o perfil e as necessidades de cada um. Animais mais idosos, que fazem uso de medicação, ou que não se adaptam bem a locais coletivos costumam se beneficiar especialmente desse formato. O foco é garantir bem-estar, segurança e conforto enquanto a família está fora.
No Rio Grande do Norte, o educador pet Eudes Correia é um dos profissionais que apostaram nesse modelo de atendimento. Há cerca de seis meses, ele passou a oferecer o serviço de hospedagem domiciliar, unindo a experiência no adestramento ao cuidado direto no ambiente do animal. Segundo Eudes, a ideia surgiu a partir de uma conversa em família. A esposa dele, que está concluindo o curso de Medicina Veterinária, sugeriu que eles investissem em um serviço que evitasse o deslocamento do pet para locais desconhecidos.
“A proposta é ir cuidar do animal no mesmo espaço onde ele convive, sem estresse. A gente chega, dá atenção, leva para passear e traz com segurança”, explica. Eudes conta que também pesou na decisão o fato de ter visto reportagens e relatos de tutores cujos cães voltavam machucados após estadias em ambientes coletivos. “Às vezes o espaço é monitorado, mas basta um cachorro estranhar o outro e já acontece um acidente. O tutor não quer que o animal chegue mordido ou machucado, porque isso gera estresse e até danos psicológicos no pet”, afirma.
Antes de iniciar o atendimento, o educador faz uma visita prévia para conhecer o animal e a rotina da casa. “Esse primeiro contato é importante para evitar qualquer tipo de problema. A maioria dos cães que está procurando esse tipo de serviço hoje são de grande porte, mas também tem pequenos e médios. A resposta tem sido muito boa”, relata.
Eudes destaca que o serviço é especialmente indicado para cães que não se adaptam à recreação em creches ou hotéis. “Existem animais que simplesmente não se dão bem com a sociabilização em grupo. Esses são exatamente os meus clientes”, diz. Ele lembra ainda que, no caso de cães com histórico de agressividade, é fundamental que o serviço seja contratado com antecedência, para que tudo seja planejado com segurança.
Outro diferencial é que, ao contratar a hospedagem domiciliar, o tutor também conta com o acompanhamento de um profissional de adestramento. “Eu estou no mercado desde 2001. Então, além do cuidado básico, tem toda essa bagagem de educação canina”, ressalta.
Contatos para agendamentos
Para quem pretende viajar no Carnaval e ainda não resolveu com quem deixar o pet, a agenda de Eudes Correia está aberta para o período. O contato pode ser feito pelo telefone (84) 99829-8485 ou pelo Instagram @educadorpet.

