Sócio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na organização da Supercopa Rei e primeiro senador cassado em plenário, o empresário Luiz Estevão, 76, é o dono informal de cinco times de futebol profissional do Distrito Federal que disputam as mesmas competições e negociam jogadores entre si.
Ter mais de um clube no mesmo campeonato é considerado ilegal pela Lei Geral do Esporte e conflita diretamente com o mais recente parâmetro de fair play financeiro criado pela CBF. Como os times se enfrentam sob um mesmo comando, a conduta representa ameaça à integridade das partidas por riscos de manipulação.
Cassado no ano 2000, o multimilionário Luiz Estevão é um dos maiores empresários de Brasília, com negócios nos ramos de imóveis, eventos e comunicação. No futebol, é o principal cartola da cidade. Desde 2023, compra da CBF o direito de organizar a Supercopa – disputada neste domingo, 1º., entre Flamengo e Corinthians – e é o mais célebre dirigente de clube.
A Lei Geral do Esporte não proíbe que um mesmo investidor ou grupo econômico seja dono de mais de um time de futebol, mas estabelece regras de governança e integridade competitiva para evitar conflitos de interesse. A principal delas veda equipes de um mesmo grupo nas mesmas competições.
Ao longo dos últimos dois meses, o Estadão reuniu elementos que demonstram que Luiz Estevão é o dono informal dos cinco clubes e que decisões extracampo do cartola afetam resultados e classificações do Candangão, o principal campeonato do Distrito Federal, equivalente aos estaduais.
A reportagem apresentou os achados à CBF, que elegeu o fair play financeiro como uma prioridade da atual gestão, de Samir Xaud. Em nota, a confederação disse somente que “não recebeu nenhuma notificação formal sobre eventuais investigações em curso” e que está sempre disposta “a colaborar com medidas e ações em prol do futebol nacional”.
Das dez equipes que disputam a principal divisão do Campeonato Candango 2026, Estevão controla o Brasiliense, o Samambaia e o Aruc, recém-promovido da segunda divisão. Na segunda divisão do campeonato, ele é o dono informal de Cruzeiro e Ceilandense, rebaixado no ano passado.
Só o Brasiliense, fundado por ele há 25 anos, está formalmente em nome da família. Os demais têm nas funções de gerência, representação ou direção pessoas da confiança do ex-senador, incluindo funcionários e prestadores de serviços do Grupo OK que apareceram como operadores de Estevão em investigação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) sobre fraudes e lavagem de dinheiro em Brasília.
A atuação do político, por meio desse grupo de empresas, em obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), nos anos 1990, rendeu a ele a cassação do mandato de senador, em 2000, e uma condenação a 31 anos de prisão, em 2006. A pena começou a ser cumprida dez anos depois, em 2016. Ele saiu de trás das grades em 2020, quando obteve autorização para cumprir prisão domiciliar por causa do grupo de risco da pandemia de covid-19.
Ex-senador é técnico, dirigente e torcedor
No papel, o ex-senador é dono do Brasiliense, time do qual é oficialmente o presidente, e uma de suas filhas, Luiza, é a vice. Mas o domínio sobre os demais times em tese concorrentes é explícito e aparece até durante as transmissões do campeonato pelo site Metrópoles, fundador por Luiz Estevão há dez anos.
A reportagem acompanhou a performance do empresário nas arquibancadas. O cartola enfrenta sol e chuva em jogos de arquibancadas esvaziadas, vibra com jogadas e discute com torcedores.

No campeonato do ano passado, Luiz Estevão foi ao vestiário do Samambaia durante o intervalo da partida contra o Paranoá, pela terceira rodada do Candangão. Ele e o então técnico, Luiz Carlos Souza, se desentenderam. O treinador optou por largar Estevão com os jogadores e abandonou o estádio.
Hoje, Souza comanda o Gama, arquirrival do Brasiliense, mas não quis comentar o fato de o empresário frequentar vestiário de um time que não seria dele. “Não sou eu que tenho que falar sobre isso”, disse.
Na primeira rodada do Candangão deste ano, Luiz Estevão assistiu a Samambaia x Capital, no estádio Juscelino Kubitschek. Ficou na área destinada a dirigentes do Samambaia e também andou pelo campo de jogo.
Na segunda rodada, quando o Samambaia enfrentou o Gama, no Serejão, Luiz Estevão foi ao centro do gramado durante o intervalo passar orientações aos jogadores. O mesmo expediente ele usou na rodada seguinte, quando orientou os jogadores do Brasiliense no duelo com o Sobradinho.

A reunião de Estevão com os jogadores apareceu em destaque nas transmissões do Metrópoles. O site, um dos maiores portais de notícias e entretenimento do País, patrocina o Brasiliense e tentou adquirir os direitos de transmissão de todos os times do Candangão deste ano.
Os outros sete times da série A se quiseram R$ 500 mil, cada. O valor é incompatível com os praticados no futebol local, no qual os times vendem os direitos de transmissão por cerca de R$ 40 mil.
A reação dos dirigentes foi interpretada como um recado de insatisfação com a onipresença do ex-senador, que fatura com publicidade nas transmissões. No ano passado, o Will Bank, braço do Banco Master, era o patrocinador principal dos jogos da Série D do Brasileirão transmitidos pelo Metrópoles.
Master e Will foram liquidados pelo Banco Central por suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro que estão sob investigação da Polícia Federal. Todas as operações das instituições foram interrompidas e as contas, bloqueadas.

O banco digital comprou os “naming rights” da competição, que no ano passado foi chamada de Brasileirão Will Bank Série D. O contrato representou o primeiro acordo do tipo na quarta divisão e foi firmado sem ampla divulgação da CBF. A entidade nunca havia vendido os direitos do nome do torneio.
A liquidação do Will afeta a Série D, já que o banco era o maior parceiro comercial da CBF em relação à competição, que foi ampliada neste ano e passará a ter 96 equipes em vez de 64. Procurada, a CBF não respondeu se o contrato continua em vigor nem se posicionou sobre a liquidação do patrocinador.
Outro parceiro de Luiz Estevão é o BRB. De 2022 ao primeiro semestre de 2025, o Metrópoles recebeu R$ 15,3 milhões do banco que está envolvido em suspeitas de fraudes bilionárias por uma tentativa de salvar o Master comprando créditos podres.
A reportagem pediu entrevistas a presidentes de clube, técnicos e jogadores para tratar do papel de Luiz Estevão no futebol local. Ninguém aceitou falar sobre o tema, a não ser sem que os nomes fossem revelados.
A participação assídua do ex-senador e a ligação dele com outros times não passa despercebida por torcedores rivais. Nas arquibancadas, há canções específicas contra ele, com xingamentos.
A reportagem conversou com torcedores, influenciadores e jornalistas que cobrem o futebol de Brasília. A avaliação geral é a de que “todo mundo sabe” que ele é o dono dos times e que na reta final das competições “sempre tem o risco de ele querer facilitar para o Brasiliense”, o time oficial da família Estevão.
‘Se o carro está no nome da esposa…’
Apesar das suspeitas públicas, o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Daniel Vasconcelos, usou o seguinte paralelo para dizer que nada poderia fazer: “se você tem um carro no seu nome e outro no da sua esposa, como vai falar que é o dono dos dois carros?”.
Vasconcelos preside a entidade local desde 2017 e foi reeleito em 2023 com o apoio dos times de Luiz Estevão.
“Pela federação, ele não é presidente de mais de um time. Ele é presidente de um time. Ele é presidente do Samambaia? Pode ser. Todo mundo vê ele lá. Mas ele não é presidente no papel do Samambaia”, argumentou.
“Se é ele que vai para o jogo, ele que orienta, ele que paga…. eu tenho a minha visão e sei exatamente o que é. Mas temos que ter alguns subsídios, não é tão simples assim”, complementou.
O preposto do ex-senador
Na gestão dos cinco times de Luiz Estevão, um aliado de longa data exerce papel fundamental. José Eduardo Bariotto Ramos é quem consta nos “planos de ação” das equipes controladas pelo ex-senador.

Esses documentos, produzidos nas vésperas das partidas, são um guia operacional e de segurança que coordena todos os envolvidos no evento esportivo, inclusive o controle de acessos e a logística de torcidas. Os papéis são publicados no site da federação.

Segundo a federação, o documento significa que os clubes anfitriões representados pelos nomes assinalados estão cientes e concordam com todas as normas de segurança, horários de chegada da delegação e logística de acesso.

A reportagem pediu esclarecimentos a Bariotto sobre o nome dele nos documentos. Ele se limitou a dizer que a informação não era verdadeira e que não poderia fazer mais comentários.
Bariotto é um homem da confiança de Luiz Estevão há décadas e foi preposto do ex-senador no período em que ele esteve preso. Até 2022, ele assinava como presidente do Brasiliense. Hoje, continua ligado ao clube.
Em um acordo com a Justiça do Trabalho em 2018, Bariotto foi representante legal do político ao lado da mulher e de uma das filhas de Luiz Estevão. Na época, o ex-senador cumpria pena na Penitenciária da Papuda.
No papel, Bariotto é dono da Construtora Santa Tereza. A firma está registrada no mesmo endereço do Lago Sul de empresas de Luiz Estevão e faz parte do conglomerado do ex-senador. O preposto divide a construtora com Lino Martins Pinto, sócio do ex-senador no Grupo OK.
Bariotto ainda constou como dirigente e representante bancário de pelo menos três empresas ligadas ao Grupo Ok de Luiz Estevão, como a ABC Construções.
Nesta construtora, o “faz-tudo” de Luiz Estevão foi sócio de Maria Vânia Pinheiro de Brito, funcionária do Grupo Ok. O Samambaia, um dos clubes controlado pelo ex-senador, é uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol) registrada no nome dela em maio de 2024.
Ela está ligada a cinco empresas do conglomerado, como diretora e representante bancária. Na terça-feira, 27, Vânia Brito participou de mais uma edição da confraternização anual dos funcionários das empresas do ex-senador e posou para fotos ao lado do chefe.

Nas redes sociais da suposta cartola do Samambaia, não há qualquer referência ao Samambaia ou a futebol. Atualmente, ela ainda é sócia de Fernanda Estevão, uma das filhas do ex-senador, na Cabiria Empreendimentos. A firma, com capital social de R$ 1 mil, diz atuar no ramo de incorporação, construção e aluguel de imóveis.
A reportagem procurou Vânia Brito em busca de esclarecimentos sobre a relação dela com o time. A “dona” da SAF perguntou qual seria o tema da conversa e, depois de informada, não quis comentar.
Luiz, Eduardo, Vânia e Fernanda são apontados pelo MPDF como integrantes de um mesmo grupo econômico que, sob o comando do ex-senador, cometeu fraudes milionárias no ramo imobiliário de Brasília. A defesa de todos eles é exercida pelo advogado Marcelo Bessa, que nega as acusações.
O advogado é pai de Bernardo Bessa, ex-CEO da empresa que administra o Mané Garrincha e atual diretor de marketing de Seleções da CBF. Para organizar jogos como o da Supercopa no estádio, Luiz Estevão compra o direito da confederação e aluga a arena. Ele fica com a arrecadação da bilheteria e dos bares.
O presidente da Aruc, time de pouca estrutura ligado à escola de samba homônima de Brasília, é Robson Oliveira da Silva. Ele confirmou que parte do elenco foi montado com atletas emprestados pelo Brasiliense e afirmou que os salários são pagos pelo clube que cedeu os jogadores. “Mantivemos essa parceria porque ganhamos a Série B e subimos para a elite”, disse.
Ele nega que Luiz Estevão esteja no comando da Aruc. “Eu nem o conheço pessoalmente”, declarou. “O que existe é essa cordialidade”. Segundo o dirigente, Eduardo Bariotto não tem ingerência no clube.
A reportagem não localizou dirigente do Cruzeiro-DF.
Comadre do ex-senador, advogada do Brasiliense é ‘dona’ do Ceilandense
O Ceilandense, outra das equipes sob domínio de Luiz Estevão, está registrado na Receita Federal como uma empresa que tem como sócia-administradora a advogada Viviane Carvalho Souza de Araújo, que faz parte do núcleo de convívio do ex-senador. Ele e a esposa, Cleucy, são padrinhos do primogênito dela.
Mas a relação de Luiz Estevão com a dona formal do Ceilandense não é apenas familiar. Viviane Carvalho é advogada do Grupo Ok, inclusive da ABC, empresa de Eduardo Bariotto e Vânia Brito.

Há atuação dela em processos recentes que tramitam na Justiça do Distrito Federal. Ela também aparece como testemunha indicada pela defesa da família Estevão em uma ação penal.
A advogada não retornou a tentativa de contato.

O Ceilandense está hoje na segunda divisão do Candangão. Em 2023, venceu o torneio. Filha do ex-senador, Luiza Estevão acompanhou a partida final com o uniforme da equipe e na comemoração em campo posou para foto com medalha no pescoço.

Na época, ela era dirigente do Brasiliense e comemorou a conquista do Ceilandense nas redes sociais reforçando a relação entre as equipes. “Parabéns, BASEliense”. O termo sugere que o time é usado como base do Brasiliense.
A compra e venda de jogadores e o desfalque conveniente
Os elencos dos cinco times controlados por Luiz Estevão são formados por compras, vendas e empréstimos feitos prioritariamente entre eles mesmos, como aponta um levantamento da reportagem sobre todas transferências de atletas registrados para a atual temporada.
Em regra, o time principal e o sub-20 do Brasiliense são os principais fornecedores para as outras quatro equipes. A reportagem analisou as 165 contratações de 2026 feitas pelas cinco equipes e registradas em páginas especializadas.
Os times secundários de Luiz Estevão fizeram 121 delas. Desta quantidade, 49 foram de jogadores oriundos do Brasiliense. Ou seja, 40% de Samambaia, Ceilandense, Aruc e Cruzeiro são formados por jogadores que o presidente do Brasiliense liberou para essas equipes.
Quando consideradas as transferências feitas por todos os times entre eles mesmos, o levantamento aponta que 70 dos 121 contratados faziam parte de alguma equipe do grupo, o equivalente a 57%. No caso do Cruzeiro, que joga a segunda divisão do Candangão, todo o plantel é oriundo de algum dos outros quatro times de Luiz Estevão.
O ex-senador afirmou que o Brasiliense faz empréstimos porque o clube tem um elenco muito grande e acaba sendo procurado por outras equipes de Brasília.
O vaivém de atletas entre essas equipes ocasiona episódios que impactam as definições dos campeonatos.

Na penúltima rodada do Candangão de 2023, o Samambaia estava entre os quatro que se classificariam para a semifinal da competição. A campanha era melhor que a do Brasiliense, mas o campeonato estava embolado. Do segundo ao sétimo colocados, os times estavam praticamente empatados. Tudo seria definido na última rodada da primeira fase.
Eis que Luiz Estevão exerceu o poder de solicitar o retorno de cinco jogadores que haviam sido emprestados pelo Brasiliense ao Samambaia.
O time que vinha forte na competição foi para o último jogo repleto de desfalques. Acabou perdendo para o Paranoá e sendo ultrapassado pelo Brasiliense, que vencera o Brasília. O time principal de Luiz Estevão passou de fase, chegou à final e perdeu nos pênaltis para o Real Brasília.
Para analistas esportivos, a retirada repentina de jogadores do Samambaia foi crucial para o resultado. Do lado do Brasiliense, a justificativa oficial de Luiz Estevão não foi a de desfalcar um concorrente direto, mas a de reforçar seu próprio time para a partida contra o Botafogo pela Copa do Brasil, naquela semana.
Apesar do reforço, o Brasiliense sofreu uma goleada de 7 a 1 para o time do Rio de Janeiro, em jogo realizado em Cariacica, no Espírito Santo. E pelo regulamento do campeonato local os atletas que voltaram do empréstimo não puderam mais atuar no restante do Candangão pelo Brasiliense.
O que dizem a legislação e o regulamento de fair play da CBF
O guia para o novo Sistema de Sustentabilidade Financeira, lançado pela CBF, proíbe expressamente que uma pessoa (física ou jurídica) exerça “controle ou influência significativa” sobre mais de um clube se, na mesma temporada, esses clubes forem participantes ou elegíveis para disputar a mesma competição organizada pela CBF ou se estiverem em divisões com acesso e rebaixamento direto entre si, como séries A e B.
“A finalidade é blindar a integridade da competição, garantindo ao torcedor que o resultado de uma partida jamais seja colocado em dúvida porque os dois times em campo ‘obedecem ao mesmo dono’”, diz o texto, publicado em dezembro.
A diretriz é inspirada na Lei Geral do Esporte, que atualizou, em 2023, a Lei Pelé, de 1998. As duas legislações vedavam a prática de forma expressa.
“Se ficar comprovado que dois clubes de propriedade da mesma pessoa disputam o mesmo campeonato, pode levar a uma investigação pelo risco de manipulação de resultado, de benefício de um clube em detrimento do outro. Isso foge da imprevisibilidade da disputa esportiva”, explica o advogado Raphael Paçó Barbieri, especialista em direito esportivo.
Rodrigo Monteiro de Castro, advogado e coautor da Lei da SAF explica que a legislação impõe uma série de direcionamentos para evitar a concentração e a ocorrência de conflito de interesses pela participação de uma pessoa ou um grupo de pessoas em mais de uma SAF.
“A Lei da SAF se conjuga com as normas previstas na Lei Geral do Esporte e nos regulamentos de CBF e da Fifa, em relação à participação de um time que tenha o mesmo sócio no mesmo campeonato”, afirma.
A Lei Pelé proibiu que duas ou mais “entidades de prática desportiva” disputem a mesma competição profissional quando uma mesma pessoa ou empresa, direta ou indiretamente, “de qualquer forma”, participe da administração de mais de uma.
O dispositivo foi mantido na Lei Geral do Esporte. Um dos artigos do texto estabelece que nenhuma pessoa “poderá ter participação simultânea no capital social ou na gestão de outra organização esportiva congênere disputante da mesma competição”.
O fair play financeiro da CBF, segundo a entidade, serve para “construção de um ecossistema de futebol mais forte, íntegro e, acima de tudo, sustentável para as futuras gerações”.
A iniciativa foi anunciada como uma das prioridades da gestão de Samir Xaud para tentar mudar a imagem da entidade e trazer ares de renovação e eficiência, após gestões marcadas por corrupção.
Por trás do grupo de trabalho que formatou o fair play financeiro a uma nova geração de cartolas ligados à família Barbalho, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ao ministro Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Luiz Estevão nega multipropriedade e fala em comprar time do Rio
O empresário e ex-senador Luiz Estevão afirmou categoricamente que não é dono dos cinco times de futebol citados e que só comanda o Brasiliense. Também afirmou que não tem ascendência sobre Vânia Brito e Viviane Carvalho na condução dos clubes.
“Não tem ascensão nenhuma. Ela faz da vida dela o que ela quiser”, declarou.
Ele disse que vai ao gramado interagir com jogadores durante as partidas porque eles são “patrimônio do Brasiliense” que estão emprestados a outros clubes para alívio da folha de pagamentos e para que permaneçam em atividade.
“Eu vou lá acompanhar o desempenho deles, né? Porque afinal de contas eles são o patrimônio do Brasiliense”, disse.
Estevão confirmou que Eduardo Bariotto é funcionário do Brasiliense e disse desconhecer assinaturas do aliado em documentos relacionados a outros times. “Ele assina no máximo contratos de empréstimo do Brasiliense”, destacou.
Em conversa com a reportagem, ele disse que ainda não conhecia as regras de fair play da CBF. Perguntou há quanto tempo elas valiam, como funcionavam na prática e se permitiam um “time B”, nos moldes do praticado por times europeus como o Real Madrid, da Espanha.
“Vou atrás de comprar um clube no Rio de Janeiro. Pode se preparar que eu vou seguir em frente (com a ideia). Em vez de ficar emprestando para clubes de Brasília, vou comprar um clube no Rio de Janeiro e botar para disputar lá”, declarou.
*Com informações de Estadão Conteúdo

