As forças navais da Guarda Revolucionária do Irã fará exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz com munição real neste domingo (1º), segundo informações da mídia local.
O local escolhido para realização de manobras é a rota de exportação de petróleo mais vital do mundo e conecta os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
A mobilização acontece em meio às ameaças do presidente americano Donald Trump sobre um possível novo ataque ao Irã.
A última advertência de Trump exigiu que o Irã se sentasse à mesa de negociações para alcançar um acordo nuclear “justo e equitativo”, ou então “o próximo ataque será muito pior” do que os ataques dos EUA no ano passado às instalações nucleares iranianas.
“O tempo está se esgotando”, postou Trump no Truth Social.
De acordo com uma postagem de segunda-feira do CENTCOM (Comando Central), que supervisiona as forças dos EUA, o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já chegou no Oriente Médio e no Oeste e Centro da Ásia.
No sábado (31), o alto funcionário de segurança do Irã Ali Larijani afirmou que o trabalho em uma estrutura de negociações com os Estados Unidos estava progredindo.
“Ao contrário da atmosfera criada pela guerra midiática artificial, a formação de uma estrutura para #negociações está em andamento”, escreveu Larijani, sem dar mais detalhes.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.
O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.
*Com informações de CNN

