A Polícia Civil de Goiás afirma que a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, pode ter acontecido em um intervalo de oito minutos. Isso porque esse foi o tempo entre o sumiço dela das imagens das câmeras de segurança e a passagem de outra moradora pelo local onde a vítima teria sido morta.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada morta na madrugada da última quarta-feira (28), em uma área de mata na região de Caldas Novas (GO).
Segundo a polícia, Daiane desaparece das imagens às 19h, e às 19h08 as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo local.
“Estabelecemos que o crime foi cometido no máximo dentro desse prazo, sem que o porteiro tivesse autorizado a entrada de pessoas estranhas, sem qualquer fluxo estranho que tivesse sido presenciado”, pontuou a polícia.
Dinâmica do crime
Segundo a Polícia Civil, Cléber teria desligado propositalmente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, forçando-a a descer até o subsolo do prédio. No local, ele a teria abordado enquanto a vítima filmava os relógios de energia.
A investigação aponta que o crime pode ter ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos: Daiane desaparece das imagens às 19h, e às 19h08 as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo prédio.
A análise da polícia indica que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada já sem vida. A única imagem do suspeito registrada naquele dia é das 12h27. Ele não utilizou os elevadores, e os acessos às escadas não eram cobertos por câmeras de monitoramento.
O condomínio possuía apenas dez câmeras de segurança, e, segundo a investigação, o síndico teria utilizado as escadas para sair com o corpo dela para evitar ser filmado.
O filho do síndico, passou a auxiliar o pai obstruindo provas, como a substituição dos celulares e outras ações para atrapalhar as investigações. Confirmando a participação dele no crime, ele poderá responder por obstrução e pelos mesmos crimes que o pai.
Ocultação e confissão
O síndico levou os agentes até uma área de mata em Caldas Novas onde havia abandonado o cadáver. Embora a confissão não tenha sido feita em depoimento formal, na prática, a polícia já considera esse gesto como uma admissão de envolvimento no crime.
Michael, filho do síndico, foi preso por suspeita de obstrução da investigação. Segundo a polícia, ele teria substituído o celular do pai para prejudicar a coleta de provas e praticado outras ações para atrapalhar o trabalho das investigações.
A conclusão da Polícia Civil é que o síndico possuía “meios, modos e motivos” para o crime, fundamentados em um histórico de perseguição e nos 12 processos judiciais que a corretora movia contra ele. Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver.

