SALADA
Deputado Kléber Rodrigues abriu a porteira em relação à formação de uma salada política de apoio a candidaturas majoritárias para o pleito de outubro. Como há duas vagas para o Senado e uma candidatura de governador, os políticos vão fazer uma grande mistura de nomes, partidos e ideologia.
SALADA II
O filho de Severino se declara governista, mas vai apoiar o oposicionista Allyson Bezerra para o governo; para uma vaga do Senado, vai apoiar a lulista em Brasília e contra o PT no RN, Zenaide Maia; e para a outra vaga, Kléber vai apoiar a governadora Fátima Bezerra, cujo governo discorda ao apoiar um crítico da atual gestão. Uma verdadeira salada em que a coerência é triturada em alto grau.
PRECEDENTE
A atitude de Kléber Rodrigues não será isolada e nem solitária. Outros políticos também vão adotar o mesmo procedimento. Vereadores, prefeitos, deputados e outros políticos não seguirão na linha da coerência. A salada obedece aos interesses e conveniências de cada um.
GERAL
Do mesmo modo que Kléber Rodrigues anunciou apoio a Fátima e Allyson, há casos em que o político vai votar em Rogério Marinho e Fátima, em Styvenson e Allyson. Semelhante ao que ocorreu na eleição passada, onde os prefeitos votaram em Fátima para o governo e Rogério para o Senado. Sendo que os dois são adversários fortes tanto no aspecto partidário, quanto no campo ideológico.
VOTAÇÃO
A votação indireta para escolher o novo governador do RN deve ocorrer entre abril e maio. Até lá, os grupos políticos vão se articular, definir candidato e buscar apoios. Hoje, a Assembleia se divide em três grupos: um liderado pela governadora Fátima Bezerra; outro vinculado ao senador Rogério Marinho e o outro, que passou a ser formado por apoiadores da candidatura de Allyson Bezerra.
PLACAR
Hoje, é absolutamente incerto o placar da votação indireta para o mandato tampão. O placar é incerto porque o voto dos deputados vai depender de quem será candidato, do interesse dos líderes desses grupos e da formação das nominatas dos atuais partidos com parlamentares na Assembleia.
VETO
Uma restrição inicial é se o pretendente a governador desejar usar o mandato para ser candidato à reeleição. É o caso de Cadu Xavier e Álvaro Dias. Ambos aceitam o desafio de governar o Estado, mas querem ser candidatos a permanecer por quatro anos. Nesse caso, deputados que apoiam outros candidatos não apoiariam nenhum nome que vai disputar a reeleição, o que reduz a margem da busca por apoios.
SEM REELEIÇÃO
Levando em consideração esse aspecto, um nome do governo ganha força pelo perfil agregador e por não ser candidato à reeleição: Francisco do PT. Transita bem entre governo e oposição e não seria ameaça aos projetos dos candidatos da oposição.
ALIANÇA
Aliança política nos tempos de hoje tem vida curta. Os caminhos trilhados juntos em uma eleição não são reproduzidos no pleito seguinte. Os aliados de ontem, tornam-se adversários de hoje.
Aliança política é um produto perecível na prateleira do armazém eleitoral.
ALCANCE
Jornalista Micarla de Sousa feliz e animada com o fato de a TV Ponta Negra alcançar integralmente o Estado. Através do canal 4 da parabólica, a emissora passa a ser vista no RN todo.

